Como ovelhas sem pastor!

  São frequentes as multidões que aguardam em filas intermináveis o acesso a eventos desportivos ou concertos de verão, mas não se registam encontrões às portas das nossas Igrejas para a celebração da Eucaristia dominical…São frequentes as multidões que aguardam em filas intermináveis o acesso a eventos desportivos ou concertos de verão, mas não se registam encontrões às portas das nossas Igrejas para a celebração da Eucaristia dominical…O desfasamento entre fé e a vida é notório e generalizado e são cada vez mais os que, dentro e fora da Igreja, há muito dispensaram Deus do seu projecto de vida, outros deixaram de lutar, empurrados que foram para a margem, por circunstâncias várias… Enfim, cresce a multidão dos fatigados e abatidos, de que fala o Evangelho de hoje, e que andam por aí “como ovelhas sem pastor”. É para esta seara, cada vez maior, que Jesus pede que Deus mande trabalhadores… O fenómeno não é novo e não passou despercebido a  Jesus, que continua a convidar trabalhadores para a messe. Houve sempre cristãos, conscientes e generosos, que, como os apóstolos, se dedicaram à missão, procurando dar resposta às necessidades mais gritantes de cada tempo. Mas hoje é o nosso tempo. Somos nós os interpelados e cabe-nos a resposta.Não seremos todos missionários da mesma maneira, mas todos devemos participar na missão que Jesus confiou à Igreja. Impõe-se, então, a pergunta: “que quereis de mim, Senhor?” E resposta, como o profeta: “Eis-me aqui, Senhor, envia-me…“ P. Fausto in Diálogo 1568 (XI Domingo do Tempo Comum – Ano...

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Deus é Mistério!

Ao reentrarmos no Tempo Comum, interrompido com a Quaresma e o Tempo Pascal, dedicamos o primeiro domingo livre a celebrar a Santíssima Trindade. Toda a liturgia, sobretudo a acção litúrgica por excelência, a Missa, é dirigida ao Pai, por intermédio do Filho, no Espírito Santo. Todos os grandes actos litúrgicos da Igreja, a começar pelos sacramentos, são, então, realizados e celebrados mediante a invocação da Trindade Santa, “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. E na nossa vida comum, mesmo o gesto dimples de nos benzermos, constitui também uma invocação e um acto de fé, pelo que não deve ser maquinal ou rotineiro, antes a expressão mais sintética, mas não menos autêntica, da nossa fé em Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Um só Deus em três Pessoas. Homens santos, agnósticos e ateus, escreveram muito sobre Deus, páginas e páginas, mas de Deus continuamos a saber bem pouco, confessa humildemente S. Tomás de Aquino, porque sabemos mais o que Deus não é. Jesus, porém, revelou-nos o essencial de Deus: Amor Perfeito, Comunhão Trinitária Plena e Misericórdia Infinita. Isto nos basta. P. Fausto in diálogo 1567 (Solenidade da Santíssima Trindade – Ano A)...

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Vinde Espírito Santo!

  Decorridos cinquenta dias desde que o sepulcro está vazio, no último dia do Tempo Pascal, a Igreja recorda especialmente a vinda do Espírito Santo. Ao longo deste tempo, os apóstolos refrescaram a memória, reforçaram a esperança e esclareceram dúvidas. Tudo isto, porém, não evitou o desconforto da partida anunciada e leva Jesus a dizer-lhes solenemente: “Eu estarei convosco até ao fim dos tempos”. Jesus cumpriu, enviando-lhes o Dom do Espírito, prometido nas últimas semanas e que, entretanto, em oração, os discípulos aguardaram reunidos no cenáculo. “E todos ficaram cheios de Espírito Santo”. E os apóstolos, virados do avesso, perderam o medo e venceram a vergonha de serem discípulos e tornaram-se audazes, a ponto de parecerem embriagados, tão grandes eram os sinais de confiança, de esperança, de generosidade e alegria. E ainda hoje a Igreja continua a viver da acção do mesmo Espírito Santo. Com efeito, desde o dia do Baptismo, os cristãos são vivificados por Ele, e sob a sua inspiração, vão construindo a comunidade e transformando o mundo, na fidelidade ao mandato que Jesus deixara a quando da sua Ascensão ao céu. Apesar de não nos faltar o Espírito Santo, o que nos falta muitas vezes é a ousadia e a alegria, a fidelidade e a esperança que tornem contagiante o nosso testemunho e credível a nossa acção pastoral! P. Fausto in diálogo 1566 (Domingo de Pentecostes – Ano...

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Agora é a nossa vez !

“Gloriosa” e “admirável” é como a Liturgia qualifica a festa que neste domingo celebramos. O ambiente de glória que a caracteriza e a admiração que provoca em quem a contempla, vêm da sua ligação ao Mistério Pascal: Jesus ressuscitou glorioso para subir gloriosamente ao céu, a fim de “se sentar à direita do Pai”. A solenidade da Ascensão é, assim, a glorificação de Cristo ressuscitado. Sendo glorificação de Cristo, a Ascensão é a festa da nossa esperança, como diz a oração “colecta” da Missa de hoje, porque, com Cristo, também a nossa humanidade sobe e é introduzida na comunhão trinitária de Deus. Mas é também a festa da Igreja, de todos e de cada cristão: “Ide e ensinai todas as nações, baptizando-as… e ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei”. Não é este, então, o tempo de ficarmos “parados a olhar o céu”, mas de irmos ao encontro dos homens e, no meio deles, continuar a obra de Jesus. O desafio não é de adiamento ou mera contemplação, mas de acção e compromisso em sermos Igreja permanentemente “em saída”, sem medo das “periferias”, como nos recorda, com tanto vigor, o Papa Francisco, com a certeza de que Jesus estará sempre connosco até ao fim dos tempos. Agora é a nossa vez! P. Fausto in Diálogo 1565 (Solenidade da Ascensão do Senhor – Ano A)...

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“Não vos deixarei órfãos”

  À medida que o Tempo Pascal se aproxima do seu termo, a Igreja insiste com renovado fervor e vigor em celebrar as maravilhas de Deus, sobretudo a maior de todas, a Ressurreição de Jesus Cristo, e pede que, sem nunca nos cansarmos, seja o nosso júbilo tão intenso que chegue aos confins do mundo. A Liturgia destas últimas semanas vai – nos dando conta dos sinais de ansiedade e desconforto estampados no rosto dos discípulos, a que Jesus responde com esclarecimentos, recomendações e confidências, ao ponto de hoje, solenemente, lhes garantir, que, em circunstância alguma, os deixará órfãos. Esta promessa marcará as suas vidas para sempre. A promessa de Jesus aos discípulos de nunca os abandonar trouxe -lhes paz, motivou-os ao acolhimento do Paráclito, que o Pai haveria de enviar como defensor e Espírito de verdade, e mantém-se actual para nós. Em circunstâncias tão conturbadas e poluídas, como as que vivemos, a certeza da fidelidade de Jesus é verdadeira lufada de ar fresco que nos enche a alma, enxuga as lágrimas e nos desafia a darmos rosto à esperança e à paz. P. Fausto in Diálogo 1564 (VI Domingo de Páscoa – Ano...

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Todos necessários e importantes !

  O Tempo Pascal já vai na quinta semana e razões não faltam para continuarmos a dar asas à Alegria e à Acção de Graças; basta atendermos ao que a Liturgia coloca nos nossos lábios, na “Colecta” da Missa de hoje, onde pedimos a Deus, que nos “remiu” e “adoptou”, a “verdadeira liberdade e a herança eterna”. Não somos mesmo nada envergonhados e comedidos, antes bem ousados, nos pedidos que fazemos a Deus! Como nas semanas anteriores, continuamos, nesta, em contacto com a vida da Igreja nascente e como se desenvolvia, apesar das dificuldades inerentes ao ritmo crescente das conversões ou decorrentes da debilidade da natureza humana ou da oposição dos poderes constituídos. Nada, porém, impediu a Igreja de crescer. Fiel ao Espírito Santo e atenta aos sinais dos tempos, a Igreja, em oração pessoal e comunitária, encontrou e há-de encontrar sempre a melhor resposta para os problemas detectados. Sendo a Igreja “Mistério de Comunhão” e a comunidade obra de todos, saiba cada um ocupar o seu lugar no serviço da Caridade, na transmissão da Palavra, na educação da Fé ou na celebração da Liturgia… sempre com humildade, zelo e espírito de serviço, ao jeito de Jesus, “o Bom Pastor”, que, neste domingo, declara ser, para todos os homens, “O Caminho, a Verdade e a Vida”. P. Fausto in Diálogo 1563 (V Domingo de Páscoa – Ano A)...

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Haja Pastores !

A liturgia deste quarto Domingo do Tempo Pascal apresenta-se sob o signo do Bom Pastor e é conhecido também por ser “Dia da Mãe” e “Dia mundial de oração pelas vocações”. Para uns será mais dedicado às mães, para outros aos sacerdotes, sobretudo párocos, ou outras pessoas, mas, para nós, não pode deixar de ser o “Dia do Bom Pastor”. No Evangelho, ouvimos dos lábios do próprio Cristo, como Ele concebe e exerce o ofício de pastor. E quem de nós se pode considerar de fora? Porventura, não são verdadeiramente pastores a mãe e o pai na sua família? E o sacerdote na sua comunidade? E os professores na sua escola? E os catequistas nos seus grupos? E os patrões, os governantes… e os responsáveis disto ou daquilo? E se não tivermos presente no trabalho que fazemos, na profissão que exercemos, no lugar que ocupamos… o modo como Jesus concebe e exerce o Seu Ofício de Bom Pastor, arriscamo-nos a ser “ladrões e salteadores”. Celebremos o Bom Pastor e peçamos-Lhe a graça de que haja cada vez mais quem viva e sirva ao Seu jeito. P. Fausto in Diálogo 1562 (IV Domingo de Páscoa – Ano A)...

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Alegria pascal

  “Aclamai a Deus, terra inteira, cantai a glória do Seu nome, celebrai os Seus louvores, Aleluia”, assim inicia a liturgia deste domingo, o III da Páscoa. E o motivo é o mesmo de todo o Tempo Pascal: a presença de Jesus Ressuscitado, que vem acontecendo “no primeiro dia da Semana”, ilumina, encoraja, liberta e faz explodir de alegria o coração dos discípulos. O que sucedeu aos jovens, de volta a Emaús, sucede connosco. Como eles, também nós somos sacudidos por dúvidas, atormentados por sofrimentos, perdidos em mar largo e revolto, desiludidos… E Ele aparece, pede licença para entrar na “conversa”, explica-lhes que o mal gerado no coração do homem é vencido pelo Amor e lembra que a última palavra jamais será da morte, mas da Vida. A nossa história, ainda que crucificada, torna-se História de Salvação, porque Deus é Pai, ama-nos infinitamente e não desiste de nós. Aprendamos com os discípulos de Emaús a aceitar como companheiro de jornada o Forasteiro que se aproxima. Com Ele não há becos sem saídas, tudo é caminho; tudo tem sentido, mesmo com perplexidades, dúvidas e incertezas; tudo tem valor mesmo na dor. Se não acreditamos nisto, somos cristãos tristes, isto é, não somos cristãos. P. Fausto in Diálogo 1561 (III Domingo da Páscoa – Ano...

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“Oh nova Páscoa!”

A celebração da Páscoa não se esgotou, é muito mais que uma festa de aniversário… é a Festa, a Festa das festas, verdadeiramente a única Festa, que torna a sua Oitava um tempo saborosamente solene em que celebramos a Ressurreição de Cristo e a alegria dos novos baptizados. A Oitava Pascal termina com o ll Domingo da Páscoa, também chamado “da Divina Misericórdia”, em que Jesus confia à Igreja o serviço da reconciliação e do perdão, vem ao encontro de Tomé responder às suas e nossas dúvidas e lhe arranca do coração a mais bela e plena profissão de Fé de todo o Evangelho : “Meu Senhor e meu Deus!” Tomé sossegou e sentiu-se feliz pela oportunidade de experimentar que o Ressuscitado não era um mito, um fantasma, ou produto de uma qualquer visão , mas a própria pessoa que nos últimos anos ouvira, seguira e com quem privara, e agora estava ali realmente Presente e Vivo. Jesus, porém, lembra a Tomé que a Sua Ressurreição não é um dado da ciência mas da Fé, e que, quando acolhida, deve levar a uma mudança radical de vida. Disso nos dá conta o livro dos Actos dos Apóstolos, cujo exemplo de vida dos primeiros cristãos continua a ser para todos um forte desafio pessoal e comunitário. P. Fausto in Diálogo 1560 (II Domingo da Páscoa (Divina Misericórdia) – Ano...

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Finalmente, Páscoa!

  A Festa é tão grande e tão significativa que não se limita a um dia, começa na Vigília, marca intensamente o Domingo e prolonga-se por cinquenta dias: o Tempo Pascal. E ao longo do ano é o que revivemos em cada semana no Dia do Senhor. A alegria dos Aleluias que enche as nossas Igrejas na Vigília Pascal, vai ecoar, pelo ano fora, sempre que nos congregamos para festejarmos o Senhor Ressuscitado e a Páscoa torna-se, assim, a Festa, por excelência, que a Igreja vive com especial fervor. Festa de Jesus Ressuscitado é a nossa Festa também, porque, como Cristo passou da morte à Vida, também os cristãos são chamados a passar do pecado à Graça, vivendo uma vida nova e aspirando às coisas do alto, como recomenda o apóstolo Paulo. Num mundo de tantas contradições, medos e angústias, a Ressurreição de Jesus é a resposta mais eficaz e surpreendente de Deus, nosso Pai, às nossas dúvidas e hesitações, sofrimentos mil… e à própria morte. À luz da Páscoa tudo se renova e se torna luminoso; por isso não deixemos de cantar, mesmo com lágrimas nos olhos e o coração a sangrar, ” Eis o dia que o Senhor fez! Alegremo-nos e exultemos”! P. Fausto in Diálogo 1559 (Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor – Ano...

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