“Vinde e segui-Me”

Apresentado e batizado por João Baptista, Jesus, sem perder tempo, começa a percorrer a Galileia anunciando a Boa Nova e curando todo o tipo de doenças. A sua mensagem fresca, clara, feliz e radiosa, batia fundo no coração dos ouvintes.Não se estranha, pois, a pronta e generosa resposta dada por Pedro e por seu irmão André e, pouco mais à frente, por Tiago e João. Dois pares de irmãos, dois barcos e o mesmo convite: Vinde após Mim. Uns e outros deixaram tudo !Como Jesus não deixa ainda de convidar quem, apesar das suas debilidades, aceite dar rosto e voz à mensagem salutar do Evangelho, aproveitaremos mais intensamente esta Semana para pedir o dom das Vocações Consagradas.Num tempo em que os grandes disputam a casa comum entre si para mais facilmente a explorar, numa sociedade cada vez mais individualista em que a solidariedade, a justiça, o respeito de uns pelos outros… se tornam valores mais raros no vocabulário existencial de pessoas, instituições, povos e nações, a Boa Nova do Evangelho quer gente corajosa, feliz e generosa, para fazer chegar ao coração dos homens e mulheres deste tempo a novidade sempre radiosa da Mensagem de Jesus. P. Fausto in Diálogo nº. 1941 (Domingo III do Tempo Comum – Ano...

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Eis o Cordeiro de Deus…

No domingo passado com a celebração do Baptismo de Jesus terminou o Tempo de Natal. E agora? Á questão responde João Baptista: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”.Repetidas sempre na Missa, estas palavras representam uma viragem total trazida por Jesus. Na verdade, em todas as religiões o homem sacrifica sempre algo por Deus, agora, porém, é Deus que se torna cordeiro, vítima, sacrifício pelo homem.Solidário e contemporâneo de todos os homens, é apresentado como Cordeiro que tira o pecado do mundo. O verbo não é passado ou futuro, mas presente.Aqui chegados, começa o “nosso trabalho de casa”: acompanhar a par e passo e aprender de Jesus regras de vida incomuns, que tiram o pecado do mundo, vencem as guerras, constroem a paz, promovem a fraternidade…Estamos dispostos a ouvir a Sua mensagem e a segui-Lo? Ninguém melhor nos pode ajudar nesta tarefa de todos os dias e de todos os tempos. P. Fausto in Diálogo nº 1940 (Domingo II do Tempo Comum – Ano...

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E agora ?

Sim, “vimos a Sua estrela”, tivemos por estes dias mesa farta e casa aberta aos amigos. Apesar do frio, sentimos o calor da lareira e da amizade de uns com os outros. Trocámos prendas e tudo. Foi bom o Natal deste ano.E agora? Terá valido a pena tantos preparativos, canseiras e investimentos? O que fica de tudo isto?A lição dos Magos é para levar a sério. Há que regressar ao quotidiano “por outro caminho”. Se não for, tudo ficou na festa, sem nada ficar para a vida. Assim, adeus natal até ao ano.Para nós, cristãos, Jesus nasceu, mas estamos dispostos a ouvi-Lo, dispostos a segui-Lo, dando ouvidos à voz do Alto que neste Domingo nos convida a acompanhar e seguir Aquele que aceita o Baptismo de João no deserto?Preparemo-nos. A caminhada não será fácil, mas será exaltante, porque o final será de Ressurreição e Festa. P. Fausto in Diálogo nº. 1939 (Festa do Baptismo do Senhor – Ano...

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“Nós vimos a sua estrela” !

“Onde está, perguntaram os Magos vindos do Oriente, o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela… Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado”.Herodes vivia em Jerusalém, a pouca distância de Belém, tinha acesso às Escrituras, tinha possibilidade de interpretar os sinais do Messias, e, contudo, tudo lhe escapa. Ele não vê a estrela, nem ouve os anjos, porque olhará para o Menino como ameaça, apostado como está em eliminar todos os obstáculos ao seu poder.Ao contrário de Herodes, os Magos desinstalados, de coração desarmado, sábios e curiosos, lançam-se à aventura de caminhos desconhecidos, sempre atentos ao que se passa para lá das suas fronteiras. Como não aprender com estes personagens, que, deixando de ver a estrela, transformam as crises em expectativa, em abertura, em procura?Mais um ano à nossa frente. Haverá momentos de tudo, luminosos e sombrios quando nos parece que a estrela se esconde, mas o importante é não abandonarmos a viagem.Evidências e momentos luminosos fazem parte do nosso percurso, mas também os de obscuridade, de dúvidas e de fragilidades. Apesar de tudo isto, seguirá sempre à nossa frente a Luz Santa do Natal. P. Fausto in Diálogo nº. 1938 (Solenidade da Epifania do Senhor – Ano...

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“Levanta-te”…

Bem depressa o Natal se torna dramático, porque Herodes procura o Menino para o matar. E José, depois do sonho, “levantou-se de noite, tomou o Menino e sua Mãe e partiu para o Egipto“. Não há garantias de futuro, não há indicações sobre o caminho, nem data para o regresso.José, que não hesita nem pede para ver tudo claro, mas apenas se apressa porque a vida do Menino corre perigo, representa todos os justos da terra, homens e mulheres, que, sem contar medos e fadigas, se entregam por amor a cuidar dos outros.A fuga da Família Sagrada, de noite, para o Egipto, sugere-nos que Deus não veio para nos proteger ou livrar do deserto, mas garantir que nos nossos desertos e noites, nunca falte a força, a coragem e a confiança necessárias, para prosseguirmos na realização do sonho de Deus a respeito de cada um e de todas as famílias da terra.Para todas as Famílias, especialmente às da Paróquia, peço a abundância das Graças do Céu e formulo votos de um Abençoado ano de 2026. P. Fausto in Diálogo nº. 1937 (Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José – Ano...

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S. José, Mestre do silêncio e da escuta !

Em pleno coração da “Semana do Ó” não passa despercebida a S. Mateus a figura de S. José, verdadeiramente central no Evangelho deste domingo, porque a sua noiva, antes de terem vivido em comum, engravidara.“Porque era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo”. Só o Amor ditava esta decisão que lhe destroçava o coração, mas evitava as consequências legais para aquela por quem estava ternamente enamorado e comprometido.Eis, S. José, o homem dos sonhos, de mãos calejadas pelo trabalho e com o coração justo, enternecido e ferido!Como não aprender com S. José que nunca fala, mas sabe escutar o mais profundo do seu ser e por isso permanentemente atento aos sonhos de Deus?“Não temas tomar Maria, tua esposa, porque o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo”. Ao despertar do sono, “José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu sua esposa”.Porque Deus nunca mete medo, José é feliz, não porque realiza o seu sonho, mas o sonho de Deus, sem nunca se deixar vencer pelo medo. P. Fausto in Diálogo nº. 1936 (Domingo IV do Advento – Ano...

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Apesar de tudo… Alegres !

“És Tu Aquele que há-de vir, ou devemos esperar outro”? Eis a questão que João Baptista, entretanto na cadeia, faz chegar a Jesus. Na resposta, Jesus não dá explicações, não faz promessas de que vem para resolver os problemas da humanidade com uma explosão de milagres, mas enumera factos: cegos, coxos, surdos, leprosos… são curados. É verdade que os milagres enumerados não mudaram o mundo, não se erradicou o sofrimento, a fome e a pobreza, não se resolveram os conflitos, mas há uma onda positiva, uma Boa Nova que muda a vida e, ainda que pequenina, faz florescer a esperança e desafia à alegria. E Jesus acrescenta em jeito de comentário: “Bem-aventurado aquele que não encontrar em mim motivo de escândalo”. Uma visão ligeira do mundo basta para vermos como o mal prolifera, a acumulação escandalosa da riqueza é gritante, as assimetrias sócio-económicas são profundas e, enfim, estamos num mundo que nos parece cada vez mais indiferente e contrário ao projecto dAquele cuja festa de nascimento queremos celebrar. Este, porém, é o nosso mundo. Com este Domingo, encontramo-nos a meio do Advento e a Liturgia convida-nos, apesar dos sinais em contrário, a saborearmos já antecipadamente a alegria pela festa que se aproxima. E os cristãos, mais que os outros, têm razões de sobra para o fazer! P. Fausto in Diálogo n.º 1935 (Domingo III do Advento – Ano...

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Arrependei-vos !

Com as imagens fortes do fogo e do machado, João Baptista não pretende semear medos. Ele bem sabe que o medo não leva a lado nenhum, não liberta do mal e não será também por medo que o leão há-de comer feno e o lobo conviver com o cordeiro.A frase central do Evangelho de hoje é: “Arrependei-vos, porque está perto o reino dos Céus”. É porque Deus está perto, que João Baptista, no deserto, dirige palavras talvez ásperas mas oportunas. Tão perto, que veio para ficar e estar connosco. É essa a força que nos move e comove, e que cresce dentro de nós, para construirmos uma sociedade que torne possível a harmonia do lobo e do cordeiro, do menino e da víbora, dos humanos entre si, homens ou mulheres, árabes ou judeus, muçulmanos ou cristãos, brancos ou negros… Esse é o sonho de Deus, que exige de cada um de nós conversão sincera não de aparências e palavras bonitas, mas de factos e compromissos audazes.Não estranhemos, pois, as palavras fortes mas sinceras de João Baptista, que, dirigidas no deserto aos fariseus e saduceus, são válidas também para nós, que nos preparamos para celebrar o Natal de Jesus. P. Fausto in Diálogo nº. 1934 (Domingo II do Advento – Ano...

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Ai dos distraídos !

Celebrada a Festa de Cristo Rei e Senhor, iniciamos novo ano litúrgico orientados pelo Evangelho de S. Mateus, que hoje põe Jesus a comentar com os seus discípulos a vida pacata e simples dos contemporâneos de Noé: “comiam e bebiam, casavam e davam em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca; e não deram por nada, até que veio o dilúvio que a todos levou”.Jesus não fala de pecados ou de injustiças, não fala de vícios nem de excessos, apenas do quotidiano, uma vida sem profundidade ocupada em satisfazer a lista básica das necessidades.“Os dias de Noé” são também os dias em que vivemos muitas vezes sem saber porquê, “sem darmos por nada”, imunes e insensíveis ao que se passa à nossa volta, esquecidos das vítimas da guerra, das crianças vitimas da fome, da violência, de abusos e abandono, de mulheres compradas, vendidas, violadas, de migrantes, de doentes, de desempregados… enfim, do mundo em que vivemos, para o qual Jesus veio e cuja festa de Nascimento queremos preparar.O tempo do Advento é precisamente o tempo para despertarmos do sono e da superficialidade em que muitas vezes vivemos escravizados pelos apetites incontrolados de consumo, que nos distraem dos rostos das pessoas com que diáriamente nos cruzamos.O Advento torna-se, então, esse Tempo precioso em que se “trabalha” melhor a atenção a Deus e aos outros a começar pelos de casa. P. Fausto in Diálogo nº. 1933 (Domingo I do Advento – Ano...

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Jesus, Rei e Senhor !

O Evangelho deste domingo, Festa de Cristo Rei do Universo, termo do ano litúrgico, não parece mesmo condizer com a pompa e circunstância dos poderosos deste mundo. Mas é aqui, suspenso na cruz, exposto e absolutamente despojado de tudo, que Jesus é reconhecido como nada tendo feito de condenável para merecer qualquer castigo.“Jesus, lembra-te de mim, quando vieres com a tua realeza”, pede um dos crucificados.O que converte o ladrão não é uma pregação, uma repreensão, ou mesmo um milagre de Jesus, como pretendia o outro ladrão, mas o seu sofrimento que, sendo igual ao dos outros, é vivido pelos outros. Com transparente serenidade, paz, sem azedumes nem acusações. Como Verdadeiro Rei e Senhor.As últimas palavras de Jesus dirigidas ao pobre condenado e arrependido, e a todos nós também, são o reconhecimento da dignidade da pessoa humana, mesmo dos mais marginais, e a proclamação solene de que não há nada, nem ninguém, definitivamente perdido para Deus.“Hoje estarás comigo no paraíso“, sentenciou Jesus. Quem o poderia dizer, se não fosse verdadeiramente Rei e Senhor ? P. Fausto in Diálogo nº. 1932 (Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo – Ano...

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