Como ovelhas sem pastor!

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São frequentes as multidões que aguardam em filas intermináveis o acesso a eventos desportivos ou concertos de verão, mas não se registam encontrões às portas das nossas Igrejas para a celebração da Eucaristia dominical…São frequentes as multidões que aguardam em filas intermináveis o acesso a eventos desportivos ou concertos de verão, mas não se registam encontrões às portas das nossas Igrejas para a celebração da Eucaristia dominical…O desfasamento entre fé e a vida é notório e generalizado e são cada vez mais os que, dentro e fora da Igreja, há muito dispensaram Deus do seu projecto de vida, outros deixaram de lutar, empurrados que foram para a margem, por circunstâncias várias… Enfim, cresce a multidão dos fatigados e abatidos, de que fala o Evangelho de hoje, e que andam por aí “como ovelhas sem pastor”. É para esta seara, cada vez maior, que Jesus pede que Deus mande trabalhadores… O fenómeno não é novo e não passou despercebido a  Jesus, que continua a convidar trabalhadores para a messe. Houve sempre cristãos, conscientes e generosos, que, como os apóstolos, se dedicaram à missão, procurando dar resposta às necessidades mais gritantes de cada tempo. Mas hoje é o nosso tempo. Somos nós os interpelados e cabe-nos a resposta.Não seremos todos missionários da mesma maneira, mas todos devemos participar na missão que Jesus confiou à Igreja. Impõe-se, então, a pergunta: “que quereis de mim, Senhor?” E resposta, como o profeta: “Eis-me aqui, Senhor, envia-me…“

P. Fausto

in Diálogo 1568 (XI Domingo do Tempo Comum – Ano A)

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