A Ascensão é uma festa difícil, porque se trata da partida de alguém muito querido, que os discípulos ouviram e acompanharam alguns anos e que, após uma semana dramática de paixão e morte na cruz, reconhecem agora Ressuscitado. Apesar de tudo, alguns ainda duvidam.O Senhor, que ainda no domingo passado garantia que nunca nos deixaria órfãos, não foi refugiar-se num qualquer recanto cósmico, não partiu para lá das nuvens, mas para lá das formas. Por incrível que pareça está mais próximo, porque, se antes estava fisicamente junto dos seus, agora está dentro deles.E agora? Agora regressa ao Pai e deixa um grupinho de homens, com alguns ainda amedrontados e desconfiados, e um pequeno grupo de mulheres fortes e fiéis, a quem confia o mundo e a continuidade da Missão: “Baptizai e ensinai a viver tudo quanto vos mandei”.A mesma Missão cabe-nos hoje assumir, apesar dos nossos medos, resistências e infidelidades, graças ao Espírito Santo que o Ressuscitado, antes de partir, prometeu enviar. Agora o tempo é nosso. Agora é a nossa vez. P. Fausto in Diálogo nº. 1957 (Solenidade da Ascensão do Senhor – Ano...