À medida que o Tempo Pascal se aproxima do seu termo, a Igreja insiste com renovado fervor e vigor em celebrar as maravilhas de Deus, sobretudo a maior de todas, a Ressurreição de Jesus Cristo, e pede que, sem nunca nos cansarmos, seja o nosso júbilo tão intenso que chegue aos confins do mundo.
A Liturgia destas últimas semanas vai – nos dando conta dos sinais de ansiedade e desconforto estampados no rosto dos discípulos, a que Jesus responde com esclarecimentos, recomendações e confidências, ao ponto de hoje, solenemente, lhes garantir, que, em circunstância alguma, os deixará órfãos. Esta promessa marcará as suas vidas para sempre.
A promessa de Jesus aos discípulos de nunca os abandonar trouxe -lhes paz, motivou-os ao acolhimento do Paráclito, que o Pai haveria de enviar como defensor e Espírito de verdade, e mantém-se actual para nós.
Em circunstâncias tão conturbadas e poluídas, como as que vivemos, a certeza da fidelidade de Jesus é verdadeira lufada de ar fresco que nos enche a alma, enxuga as lágrimas e nos desafia a darmos rosto à esperança e à paz.
P. Fausto
in Diálogo 1564 (VI Domingo de Páscoa – Ano A)
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