Alegria pascal

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“Aclamai a Deus, terra inteira, cantai a glória do Seu nome, celebrai os Seus louvores, Aleluia”, assim inicia a liturgia deste domingo, o III da Páscoa. E o motivo é o mesmo de todo o Tempo Pascal: a presença de Jesus Ressuscitado, que vem acontecendo “no primeiro dia da Semana”, ilumina, encoraja, liberta e faz explodir de alegria o coração dos discípulos.
O que sucedeu aos jovens, de volta a Emaús, sucede connosco. Como eles, também nós somos sacudidos por dúvidas, atormentados por sofrimentos, perdidos em mar largo e revolto, desiludidos… E Ele aparece, pede licença para entrar na “conversa”, explica-lhes que o mal gerado no coração do homem é vencido pelo Amor e lembra que a última palavra jamais será da morte, mas da Vida.
A nossa história, ainda que crucificada, torna-se História de Salvação, porque Deus é Pai, ama-nos infinitamente e não desiste de nós.
Aprendamos com os discípulos de Emaús a aceitar como companheiro de jornada o Forasteiro que se aproxima. Com Ele não há becos sem saídas, tudo é caminho; tudo tem sentido, mesmo com perplexidades, dúvidas e incertezas; tudo tem valor mesmo na dor.
Se não acreditamos nisto, somos cristãos tristes, isto é, não somos cristãos.

P. Fausto

in Diálogo 1561 (III Domingo da Páscoa – Ano A)

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