A Ascensão de Jesus narrada por S. Lucas é de uma sobriedade encantadora, que não pode deixar de provocar também em nós uma profunda alegria e esperança, como aos apóstolos!Não se trata de uma fuga de Jesus em frente, de um voltar costas aos discípulos, ou manifestação de desinteresse e de cansaço determinados pela sociedade desalinhada e em sofrimento; se o fosse, não terminaria com uma Bênção: “Enquanto os abençoava, afastou-se deles e foi elevado ao Céu”.Uma Bênção deixou-nos o Senhor, não um juízo, condenação ou lamento, mas uma Bênção. A toda a humanidade e a toda a criação.Agora é a nossa hora. É a hora de todos saírem à rua, como escrevia o Papa Francisco, “com o Evangelho nos pés, com misericórdia nas mãos e com o amor no coração”. E no rosto, nunca esqueçamos, a alegria e a esperança. Foi o que os apóstolos fizeram, sem barreiras nem fronteiras. P. Fausto in Diálogo n.º1916 (Solenidade da Ascensão do Senhor (Domingo VII da Páscoa) – Ano...
Learn MoreNeste Domingo, celebramos com alegria a vida nova em Cristo ressuscitado. Três motivos nos unem em gratidão:1º É o Dia do Senhor. Celebramos a Ressurreição de Jesus, que vive eternamente e nos deixa a Sua paz.2º O nosso pároco, ainda que fisicamente ausente e em recuperação, está espiritualmente presente. É sinal da unidade pastoral e do compromisso orante com a comunidade. Rezemos sempre por ele, em sinal de gratidão e comunhão fraterna.3º As nossas crianças, na paróquia, recebem hoje a Primeira Comunhão, entregando-se com simplicidade e verdade ao amor de Cristo.A liturgia convida-nos a confiar nas promessas de Jesus.A 1.ª leitura (At 15,1-2.22-29) mostra que, com a força do Espírito Santo, é possível superar os desafios da missão e dos desafios do dia-a-dia.A 2.ª leitura (Ap 21,10-14.22-23) aponta para a Jerusalém celeste, meta da nossa fé.No Evangelho (Jo 14,23-29), Jesus revela o coração da Sua mensagem: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra. Meu Pai o amará, e viremos a ele e faremos nele a nossa morada.“ Aqui, o amor não é apenas sentimento, mas uma decisão profunda e radical de adesão a Cristo.Hoje, ao receberem pela primeira vez a Hóstia Sagrada, as nossas crianças aderem a Cristo e concretizam esse amor: um sim livre e puro, resposta fiel à graça de Deus.Que esta celebração nos reanime a todos — crianças, jovens, adultos e anciãos — na missão de evangelizar com coragem e ternura, firmeza e fidelidade, sempre impulsionados pelo Espírito Santo e sustentados pela Palavra viva de Jesus Cristo.Cristo vive e Cristo reina! Aleluia! Pe. Armindo Wilson in Diálogo n.º 1915 (Domingo VI da Páscoa – Ano...
Learn MoreA liturgia deste domingo convida-nos a refletir sobre a comunidade nascida de Jesus, chamada a ser sinal vivo do Amor de Deus no mundo.Na 1ª Leitura (At 14, 21b-27), vemos Paulo e Barnabé levando o “Mandamento Novo” às comunidades da Ásia Menor, com coragem e ousadia missionária.A 2ª Leitura (Ap 21, 1-5a) apresenta-nos a meta final dos que, com Cristo, acolheram a vontade de Deus: habitar na Sua morada eterna.O Evangelho (Jo 13, 31-33a.34-35) entrega-nos o testamento de Jesus:“Que vos ameis uns aos outros, assim como Eu vos amei” (Jo 13, 34).Amar como Cristo é escolher livremente o outro como parte de nós mesmos. É um amor ativo, que liberta, une e revela o divino no tempo. O verdadeiro discípulo não se reconhece por doutrinas, mas pelo amor que se traduz em gestos concretos.Como comunidade da Glória, somos chamados a viver esse amor que nasce da liberdade interior e se realiza na entrega generosa, sem imposições, à semelhança de Cristo.Bom Domingo! Pe. Armindo Wilson in Diálogo nº. 1914 (Domingo V da Páscoa – Ano...
Learn More“As minhas ovelhas escutam a minha voz… Eu dou-lhes a vida eterna… e ninguém as arrebatará da minha mão”, afirmações solenes do Evangelho de hoje, Domingo do Bom Pastor e IV da Páscoa, proferidas por Jesus.Escutar alguém é como dizer-lhe: tu existes, és importante para mim, o meu tempo é teu…, e torna-se, assim, o primeiro acto de amor e o primeiro serviço a prestar a Deus e ao homem.Amar é escutar. A esta luz, na nossa relação com Deus, precisamos de passar de uma oração de fórmulas à oração de escuta, para podermos mais facilmente ouvir o que Deus tem para nos dizer.Se os nossos tempos de oração fossem mais de escuta e se nos deixássemos agarrar pela mão de quem nunca nos deixa cair, não nos faltariam sacerdotes, religiosos/as, seculares, nem mesmo para o ministério conjugal. Passa por aqui o segredo de todas as Vocações. E também o da felicidade. P. Fausto in Diálogo nº. 1912 (Domingo IV da Páscoa – Domingo do Bom Pastor – Ano...
Learn MoreNo Domingo passado, o segundo da Páscoa, os discípulos, ainda fechados em casa, receberam a visita de Jesus, que teve para com Tomé uma especial atenção. Hoje, aparece na praia e convida os discípulos, cansados de uma faina sem sucesso, para a refeição. Desta vez, porém, havia uma surpresa para Pedro.“Simão, filho de João, tu amas-me mais do que estes?” Por três vezes, a pergunta lhe fora feita, na presença de todos. Pedro não resistiu, e, de lágrimas nos olhos, não soube senão responder: “Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que Te amo”. E mais não disse.Três perguntas, como na noite da traição, à volta da fogueira, no pátio de Caifás e, agora, da parte de Pedro, três declarações de amor. Sem acusações ou censuras, nem sequer um pedido de explicações, Jesus quer ajudar Pedro a descobrir que só o Amor justifica o serviço de confirmar os irmãos na fé e pastorear o Seu rebanho.Ao escolher Pedro, que certamente não era o mais santo e preparado para a missão, Jesus garante-nos que capacita sempre aqueles que chama, e que a santidade não consiste em nunca ter pecado, mas em renovar permanentemente o amor e a fidelidade a Jesus Cristo. Assim, a esta luz, alegra-nos e comove-nos saber que o Céu não está cheio de pessoas que nunca pecaram, mas de pecadores arrependidos e perdoados. P. Fausto in Diálogo nº. 1912 (Domingo III da Páscoa – ano...
Learn MoreO medo dos judeus leva os discípulos a trancarem-se em casa, desde muito cedo. Nada disto, porém, impede Jesus de aparecer no meio deles, na tarde do primeiro dia da semana. E depois de os saudar, “mostrou-lhes as mãos e o lado”. É Ele mesmo, não há dúvida, concluem, o Amigo Crucificado de sexta feira é o Ressuscitado que os visita.Tomé, porém, estava ausente e resistia ao testemunho radiante e feliz dos discípulos. Oito dias depois, chegou a sua vez: “Aproxima a tua mão e mete-a no meu lado e não sejas incrédulo mas crente”. Tomé, rende-se e passa da incredulidade ao êxtase: “meu Senhor e meu Deus”.A Ressurreição não fechou a ferida do lado, nem as das mãos e dos pés, porque a Páscoa não é a eliminação da Cruz, mas a sua consequência jubilosa, o seu fruto maduro.Bendita dúvida que, ao garantir que Jesus continua a vir ao nosso encontro sem violência e com toda a paciência, dá ao 2° Domingo da Páscoa a suavidade e a certeza da infinita Misericórdia do nosso Deus. P. Fausto in Diálogo nº. 1911 (Domingo II da Páscoa – Divina Misericórdia – Ano...
Learn MoreAcabamos de celebrar a Semana Maior dramaticamente centrada no corpo de Jesus, que começa por ser ungido e perfumado por Maria de Betânia, oferecido em alimento aos discípulos na Ceia Pascal, vexado e torturado de mil maneiras, pregado… e, por fim, descido e depositado num sepulcro novo.Foi tudo muito doloroso, iniquamente doloroso, e nem tempo houve para preparar devidamente o corpo, segundo a tradição!Ao amanhecer, mal se via, um grupo de amigas, que seguiram Jesus desde a Galileia, foram ao sepulcro e encontraram-no vazio. E agora? Perplexas e cheias de medo, obtiveram logo a resposta: “Porque buscais entre os mortos Aquele que está vivo? Não está aqui: ressuscitou”.E de volta correram, correram, a comunicar aos discípulos a novidade, que o coração já não podia conter. Todos, incluindo Pedro, acharam tudo exagerado, improvável e relatado com excessiva alegria.Passados todos estes séculos, o sepulcro vazio continua a convidar-nos a respirar e anunciar Cristo, Aquele que está vivo, que as mulheres comunicaram aos discípulos, com tanta alegria, naquela radiosa manhã de primavera. P. Fausto in Diálogo nº. 1910 (Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor – Ano...
Learn MoreCom o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor começa a Semana Santa. Tempo forte, misterioso e solene.Semana de contradições, beijos e traições.Os mesmos que no princípio da semana aplaudem Cristo e cantam “Hossanas” nas ruas de Jerusalém são os que gritam na sexta-feira “Crucifica-o”. Até do seu círculo mais próximo há quem O negue e beije e na hora da verdade todos O abandonam!Vamos viver mais uma Semana Santa, como tempo para aprender a contemplar, com os olhos de coração, a cruz, como o sinal mais visível e sublime de vida entregue por Amor, em sintonia com o pensamento de Blaise Pascal: “O que me leva a crer é a cruz, mas aquilo em que acredito é a vitória da Cruz: A RESSURREIÇÃO”. P. Fausto in Diálogo nº. 1909 (Domingo de Ramos na Paixão do Senhor – Ano...
Learn MoreO episódio do Evangelho de hoje mostra-nos que “o primeiro olhar de Jesus nunca se dirige para o pecado das pessoas, mas para o seu sofrimento”.Sentiu bem isto a mulher adúltera que, indefesa e envergonhada, era arrastada pela multidão preparada para a aplicação da lei. Ninguém estava inocente, mas todos tinham na bolsa pedras para atirar. Entretanto, Jesus, em silêncio, escrevia no chão não se sabe o quê nem por quanto tempo.A multidão, porém, querendo sangue e com a paciência da espera a esgotar-se, é surpreendida pelo desafio de Jesus: “Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra”. E continuou a escrever no chão. Todos se foram embora, a começar pelos mais velhos. E Jesus ficou só com a mulher pecadora ali no meio.Tudo isto nos faz pensar que Jesus não gosta mesmo dos que só sabem acusar e dos que apenas sabem ver pecados à sua volta e não no seu coração. P. Fausto in Diálogo nº. 1908 (Domingo V da Quaresma – Ano...
Learn MoreNão há criança na catequese que não conheça a parábola do filho pródigo, ou melhor, a parábola do Pai bondoso. É a história mais bela, mais amorosa e mais humana, que Jesus, em palavras tão simples quanto sensíveis, conta, para nos falar de Deus, que nos ama desmedidamente, que respeita a liberdade, que espera sem cansar e não corta a ninguém as asas ao sonho.Um Deus diferente, absolutamente diferente do dos fariseus e dos escribas e até do de muitos cristãos !Apesar de não ter sido o arrependimento pela vida desregrada, que o levara à indigência total, a trazê-lo de volta à casa paterna, o pai, logo que avista o filho rebelde, corre ao seu encontro, e, entre lágrimas e abraços, beija-o ternamente. Não há tempo para justificações, não há tempo para censuras e castigos. Não há julgamentos. Há apenas o abrir portas para um futuro novo e diferente. E começou a festa.Assim é o nosso Deus, o Deus revelado por Jesus Cristo, tem alegria não em castigar mas em perdoar, pois “há mais alegria no céu por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de arrependimento.” P. Fausto in Diálogo n.º1907 (Domingo IV do Tempo da Quaresma – Ano...
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