“Nada sem Deus, nada sem nós”!

Após as solenidades do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo e do Sagrado Coração de Jesus, deparamo-nos com um tempo longo, entrecortado apenas pelas festas religiosas em honra dos Santos, tão frequentes em tempo de verão. E que nos diz Deus neste 11º domingo? Basta um olhar ao profeta Ezequiel para descobrimos que Deus nunca Se arrepende de investir no homem, nem volta atrás nos Seus planos de salvação, apesar das resistências e fracassos do Povo eleito. Isto mesmo confirma Jesus, nas duas parábolas deste domingo, ao sublinhar a gratuidade e o dinamismo do Reino de Deus, que não dispensa jamais o nosso contributo, cabendo-nos, na hora da sementeira, fazer tudo o que depende de nós, o nosso “trabalho de casa”, confiando os frutos à eficácia de Deus. Não se trata de fechar os olhos à realidade que nos circunda ou de nos deixarmos adormecer num espiritualismo desencarnado, mas tão só o reconhecimento de que as dificuldades dentro e fora da Igreja não devem levar o cristão ao desânimo ou à desilusão, mas à confiança sadia e ao optimismo realista, que vêm da certeza de que “a semente germina e cresce”, sem sabermos como. Graças a Deus! P. Fausto in diálogo 1476 (XI Domingo do Tempo Comum – Ano...

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“…Isto é o Meu Corpo”!

A festa do Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus Cristo, instituída no século XIII, é a resposta do Povo de Deus às dúvidas de então, sobre a presença real do Senhor nas espécies eucarísticas do pão e do vinho. E, como sempre, graças ao Espírito Santo, a Igreja, no meio de dúvidas e incertezas, mantém-se fiel ao Evangelho, conforme a promessa e a vontade de Jesus! Esta Festa, calendarizada hoje para o domingo a seguir à solenidade da Santíssima Trindade, é, de algum modo, o prolongamento festivo e solene da Missa da Ceia do Senhor, celebrada em Quinta-feira Santa, em que Jesus Se torna para nós ” Pão vivo descido do Céu”, segundo as Suas palavras. O pão, tão caro e comum na alimentação, transformando-se em Eucaristia, é mais um sinal do Amor fiel e apaixonado de Jesus pela humanidade, realizando, uma vez mais, a Sua promessa de estar connosco até ao fim dos tempos. Como não adorar, bendizer e louvar o Senhor, por esta forma tão discreta, familiar e eficaz, de presença no meio do Seu povo? A Igreja, que através dos tempos vem repetindo os gestos e as palavras de Jesus, não se cansa de agradecer este Dom, e hoje, dia da Eucaristia, convida-nos a participar, ainda com maior alegria e solenidade, neste Banquete Sagrado, verdadeiro Mistério da Páscoa de Cristo continuado na Páscoa dos cristãos. P. Fausto in diálogo 1475 (Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo – Ano B)...

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“Um só Deus em três Pessoas”

Terminado o Tempo Pascal, celebramos a solenidade da Santíssima Trindade, mistério fundamental da nossa fé. Foi Jesus quem nos revelou os segredos da vida divina. Falou-nos do Pai que nos ama e nos quer ver felizes e Ele próprio, apresentando-Se como Filho, o enviado do Pai, anunciou e prometeu enviar o Espírito Santo, para continuar a Sua obra. Antes da subida ao céu, Jesus teve palavras que não poderiam ser mais claras: “Todo o poder me foi dado no céu e na terra. Ide e fazei discípulos de todas as nações, baptizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos mandei” e acrescentou algo que em dia algum deveremos esquecer, seja de sofrimento ou alegria, de esperança, desilusão ou nostalgia, de solidão, medo ou angústia…: “Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos”. Apesar da fragilidade das nossas forças, da inconsequência dos nossos projectos e até das nossas dúvidas e hesitações, não precisamos de mais. A assistência permanente do Espírito Santo é âncora que nos firma e defende e a certeza da fidelidade de Jesus Cristo dar-nos-á a confiança, a liberdade e a ousadia, para fazermos hoje o que foi confiado aos apóstolos: testemunhar e proclamar fielmente o Evangelho, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. P. Fausto in diálogo 1474 (Domingo da Santíssima Trindade – Ano...

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Baptizados num só Espírito!

O Tempo Pascal termina hoje com a solenidade do Pentecostes, aguardado pelos apóstolos e outros discípulos, em ambiente de oração, como mandara Jesus. São 50 dias em que a comunidade dos discípulos celebra em ambiente de redobrada alegria a glória de Cristo Ressuscitado, que na Ascensão” se elevou à vista deles e uma nuvem O escondeu a seus olhos”. Agora, com a assistência do Espírito prometido e enviado, os apóstolos têm todas as condições para levar com fidelidade, clareza e alegria, a cabo, a missão de “testemunhas da Ressurreição até aos confins do mundo…” e a vivência do mandamento do amor, como Jesus dissera, antes de subir para o Pai. Como aos discípulos, também só o Espírito Santo nos faz, sem medo, falar, hoje, de Jesus e da Sua obra, e nos responsabiliza pelo anúncio e testemunho da Boa Nova, cabendo-nos, doravante, ocupar o lugar e servir, segundo o carisma de cada um, na construção da comunidade cristã. Cheios do Espírito Santo, que ressuscitou Jesus, os apóstolos perdem o medo e a vergonha, falam outras línguas, testemunham com desassombro que “Jesus é o Senhor”, o Messias esperado, e até enfrentam com serenidade e alegria a perseguição e o martírio. Se isto aconteceu com os apóstolos, com tantos e tantas ao longo da história da Igreja e também hoje em muitas partes do mundo, acontecerá de igual modo connosco, se deixarmos o Espírito Santo – que nos enriquece com os Seus dons e nos dá igual têmpera – actuar livremente no íntimo do nosso coração. P. Fausto in diálogo 1473 (Domingo de Pentecostes – Ano...

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Agora é a nossa vez!

O Tempo Pascal aproxima-se do seu termo e chegámos à Ascensão; mas não é o fim, porque Jesus, deixando agora sensivelmente os Seus discípulos, sem nunca os abandonar, há-de vir glorioso a coroar a sua obra. Assim devem ser lidas as palavras do Anjo aos apóstolos como um convite a que ponham em prática tudo quanto, com infinita paciência, ao longo de alguns anos, Jesus lhes foi ensinando:”Sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra”. Agora o tempo é nosso, agora é a nossa vez e nem o tempo nem o espaço poderão ser obstáculos ao testemunho e anúncio da Boa Nova, porque doravante, com a presença do Espírito de Jesus Ressuscitado, cabe a cada cristão moldar o mundo segundo o projecto de Deus. A Ascensão de Jesus ao céu, longe de nos convidar a uma espiritualidade desincarnada e alienante que nos afastaria das nossas responsabilidades na construção do mundo mais humano, próspero e feliz, faz-nos tomar consciência de que o nosso horizonte se abre para a eternidade, porque a meta da vida do homem é a “morada eterna, onde Cristo já introduziu a nossa humanidade”. Até lá, há que viver o nosso tempo, aproveitar o tempo “enquanto o tempo é tempo”, ocupando o nosso lugar, de mangas arregaçadas e o coração em Deus. P. Fausto in diálogo 1472 (Domingo VII da Páscoa – SOLENIDADE DA ASCENÇÃO DO SENHOR – Ano...

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“O que vos mando…”

Estamos no 6.º domingo do tempo pascal, de que se vislumbra já o termo, e Jesus, segundo S. João, retoma a catequese que fez aos discípulos na última Ceia, insistindo nas recomendações que certamente lhes foi dando nos encontros depois da Ressurreição. A conjugação do verbo “amar” e o insistente recurso à palavra “amor”, por parte de Jesus, fazem supor que é aí que assenta o Seu programa diário e que é também por aí que os seus discípulos têm de orientar as vidas, se querem ser verdadeiramente cristãos. Este ideal apontado por Jesus a cada um de nós, e a que chamamos “Mandamento Novo”, não é para picos eufóricos de ocasião ou para grupos restritos de amizade, mas é questão de todos os dias e com todas as pessoas, só possível pela força do Espírito, que Jesus Ressuscitado promete. Jesus, na Sua pregação, fazia pedidos e dava sugestões, mas hoje dá-nos uma ordem: “Mando-vos que vos ameis uns aos outros”. Será sempre na fidelidade a este mandamento, que mostramos ser efectivamente Amigos e verdadeiramente discípulos de Jesus Cristo. E isto vale para todos os Baptizados.   P. Fausto in diálogo 1471 (Domingo VI da Páscoa – Ano...

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“Sem Mim nada podeis fazer!”

  Jesus continua nos Seus encontros dominicais a consolidar a amizade e aprofundar a fé dos discípulos, para que se tornem, sem dúvidas nem medos, em toda a parte, testemunhas fiéis da Ressurreição. E fá-lo-á mais algum tempo. No domingo passado, afirmando-se “O Bom Pastor,” pediu-nos confiança, abandono e obediência à Sua voz, garantindo aos que O acolhem pastagens abundantes e defesa segura contra os lobos. Hoje convida-nos a uma volta ao campo, a uma vinha em que há videiras tratadas e podadas e outras abandonadas. Facilmente se descobrem as diferenças. Aquelas, apresentam-se bem alinhadas, viçosas, pujantes e com esperança de muito fruto e estas, pelo contrário, de folhas encarquilhadas e ramos esguios e entrelaçados de onde pendem alguns frutos mirrados, estão a morrer, porque não foram podadas. É o que acontece aos discípulos, se não fazem de Jesus Cristo o centro das suas vidas! “Eu sou a videira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim, nada podeis fazer”. Podemos ser óptimos conselheiros… ter boas intenções…, e até sermos bons conferencistas e pregadores afamados, mas, só unidos a Jesus Cristo e deixando-nos podar pelo Agricultor, damos frutos saborosos, que são a glória de Deus. As palavras de Jesus são tão simples e importantes, que encerram um verdadeiro programa de vida, que nos deve comprometer a todos! P. Fausto in diálogo 1470 (Domingo V da Páscoa – Ano...

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“o Bom Pastor”!

Culminando uma semana de oração pelas vocações, celebramos, em pleno tempo pascal, Jesus Cristo, o Bom Pastor. Ao evocá-Lo deste modo, reafirmamos a fé da Igreja nAquele que, depois da Ressurreição, acompanha, clarifica e prepara os discípulos para O seguirem em tudo e apesar de tudo. E continua a fazê-lo. A Sua presença e cuidado inspiram-nos confiança e dão-nos a certeza de que somos sempre conduzidos por Deus, que nunca nos engana nem abandona. Faz-nos bem celebrar Jesus Cristo, o Bom Pastor, para crescer em nós a consciência do Amor que Deus nos tem e de quão importantes somos para Deus, que, não hesitando “trocar” a sua vida pela de cada um de nós, diz, com toda a verdade, que não é como os mercenários, a quem apenas interessam números e negócios… Ao afirmar-se “o Bom Pastor”, Jesus, mais uma vez, nos confirma que Deus se interessa plenamente com cada pessoa, que não desiste de ninguém e que verdadeiramente quer a nossa felicidade, fazendo com que a sua presença solícita, íntima e misericordiosa, nos faça cantar com o salmista “O Senhor é meu Pastor, nada me faltará”. Sendo verdade, não falte nunca a confiança no Pastor e o esforço de fidelidade à missão de que nos constitui também responsáveis. P. Fausto in diálogo 1469 (Domingo IV da Páscoa – Ano...

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“Aclamai a Deus, terra inteira”!

Assim começa a antífona de entrada da Missa deste domingo, o terceiro da Páscoa, com um vigoroso convite a toda a criação para se associar ao louvor perene, que a Igreja rende a Jesus Ressuscitado. Tudo quanto existe é obra de Deus, reflexo do Seu poder, bondade e beleza, mas ao contemplar a maravilha da Ressurreição de Cristo, toda a criação, através do homem, há-de cantar com mais vigor e júbilo a Deus Pai, porque, se é admirável a obra da criação, ainda é mais a da redenção. Não nos doa, pois, a voz, para dar voz ao Aleluia jubiloso, que em todos os tempos e lugares, e especialmente em cada domingo, se eleva para Deus. É verdade que o que frequentemente vemos, ouvimos e lemos não motiva para a alegria, nem sustenta um projecto de vida sereno, confiante e pacífico, tão grande é o cortejo de violências, injustiças e falsidades…, mas não deixaremos de atender ao realismo da aparição do Ressuscitado aos seus discípulos que, surpreendidos e algo perturbados pelo encontro, mantêm no rosto as marcas da dúvida e da incredulidade, só ultrapassadas pela insistente paciência do Mestre. Passados dois mil anos, cabe-nos dizer com palavras e obras as razões da Alegria a que nos convida a Páscoa de Jesus. P. Fausto in diálogo 1468 (Domingo III da Páscoa – Ano B)...

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Dúvida Bendita / Paciência infinita!

Cada dia desta semana foi Dia de Páscoa e o ambiente festivo da Vigília Pascal ainda perdura. Mas vencer os medos, as resistências, as expectativas dos discípulos, não foi tarefa fácil para o Crucificado/Ressuscitado. E assim O vemos a desdobrar-se, no primeiro dia da semana, em contactos pessoais, individualmente e em grupo, dentro e fora de Jerusalém, para responder à complexa teia de emoções vividas pelos discípulos, nos últimos dias. Apesar da perplexidade dos primeiros momentos, a alegria toma lugar no coração de muitos, mas não de todos. Havia, mesmo no grupo dos mais chegados, quem dissesse não acreditar, jurando a pés juntos só fazê-lo ao toque das marcas do amor, cuidadosamente conservadas pelo Ressuscitado. “Põe aqui o teu dedo e vê as Minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no Meu lado; e não sejas incrédulo mas crente”. Se era grande a teimosia e profunda a incredulidade de Tomé, foi maior a sua profissão de amor e de fé: “Meu Senhor e meu Deus”. Obrigado, Tomé, pela tua incredulidade e resistência, porque me sentirei sempre compreendido, respeitado e acolhido, apesar das minhas dúvidas, e terei sempre caminho aberto para que, compreendendo melhor, seja o meu testemunho mais alegre, convicto e feliz. Continuação de Santa Páscoa! P. Fausto in diálogo 1467 (Domingo II da Páscoa (Divina Misericórdia) – Ano...

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