O Tempo Pascal aproxima-se do seu termo e chegámos à Ascensão; mas não é o fim, porque Jesus, deixando agora sensivelmente os Seus discípulos, sem nunca os abandonar, há-de vir glorioso a coroar a sua obra. Assim devem ser lidas as palavras do Anjo aos apóstolos como um convite a que ponham em prática tudo quanto, com infinita paciência, ao longo de alguns anos, Jesus lhes foi ensinando:”Sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra”.
Agora o tempo é nosso, agora é a nossa vez e nem o tempo nem o espaço poderão ser obstáculos ao testemunho e anúncio da Boa Nova, porque doravante, com a presença do Espírito de Jesus Ressuscitado, cabe a cada cristão moldar o mundo segundo o projecto de Deus.
A Ascensão de Jesus ao céu, longe de nos convidar a uma espiritualidade desincarnada e alienante que nos afastaria das nossas responsabilidades na construção do mundo mais humano, próspero e feliz, faz-nos tomar consciência de que o nosso horizonte se abre para a eternidade, porque a meta da vida do homem é a “morada eterna, onde Cristo já introduziu a nossa humanidade”. Até lá, há que viver o nosso tempo, aproveitar o tempo “enquanto o tempo é tempo”, ocupando o nosso lugar, de mangas arregaçadas e o coração em Deus.
P. Fausto
in diálogo 1472 (Domingo VII da Páscoa – SOLENIDADE DA ASCENÇÃO DO SENHOR – Ano B)
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