O Tempo Pascal termina hoje com a solenidade do Pentecostes, aguardado pelos apóstolos e outros discípulos, em ambiente de oração, como mandara Jesus. São 50 dias em que a comunidade dos discípulos celebra em ambiente de redobrada alegria a glória de Cristo Ressuscitado, que na Ascensão” se elevou à vista deles e uma nuvem O escondeu a seus olhos”.
Agora, com a assistência do Espírito prometido e enviado, os apóstolos têm todas as condições para levar com fidelidade, clareza e alegria, a cabo, a missão de “testemunhas da Ressurreição até aos confins do mundo…” e a vivência do mandamento do amor, como Jesus dissera, antes de subir para o Pai.
Como aos discípulos, também só o Espírito Santo nos faz, sem medo, falar, hoje, de Jesus e da Sua obra, e nos responsabiliza pelo anúncio e testemunho da Boa Nova, cabendo-nos, doravante, ocupar o lugar e servir, segundo o carisma de cada um, na construção da comunidade cristã.
Cheios do Espírito Santo, que ressuscitou Jesus, os apóstolos perdem o medo e a vergonha, falam outras línguas, testemunham com desassombro que “Jesus é o Senhor”, o Messias esperado, e até enfrentam com serenidade e alegria a perseguição e o martírio.
Se isto aconteceu com os apóstolos, com tantos e tantas ao longo da história da Igreja e também hoje em muitas partes do mundo, acontecerá de igual modo connosco, se deixarmos o Espírito Santo – que nos enriquece com os Seus dons e nos dá igual têmpera – actuar livremente no íntimo do nosso coração.
P. Fausto
in diálogo 1473 (Domingo de Pentecostes – Ano B)
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