Após as solenidades do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo e do Sagrado Coração de Jesus, deparamo-nos com um tempo longo, entrecortado apenas pelas festas religiosas em honra dos Santos, tão frequentes em tempo de verão.
E que nos diz Deus neste 11º domingo? Basta um olhar ao profeta Ezequiel para descobrimos que Deus nunca Se arrepende de investir no homem, nem volta atrás nos Seus planos de salvação, apesar das resistências e fracassos do Povo eleito.
Isto mesmo confirma Jesus, nas duas parábolas deste domingo, ao sublinhar a gratuidade e o dinamismo do Reino de Deus, que não dispensa jamais o nosso contributo, cabendo-nos, na hora da sementeira, fazer tudo o que depende de nós, o nosso “trabalho de casa”, confiando os frutos à eficácia de Deus.
Não se trata de fechar os olhos à realidade que nos circunda ou de nos deixarmos adormecer num espiritualismo desencarnado, mas tão só o reconhecimento de que as dificuldades dentro e fora da Igreja não devem levar o cristão ao desânimo ou à desilusão, mas à confiança sadia e ao optimismo realista, que vêm da certeza de que “a semente germina e cresce”, sem sabermos como. Graças a Deus!
P. Fausto
in diálogo 1476 (XI Domingo do Tempo Comum – Ano B)
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