Dúvida Bendita / Paciência infinita!

20130407

Cada dia desta semana foi Dia de Páscoa e o ambiente festivo da Vigília Pascal ainda perdura. Mas vencer os medos, as resistências, as expectativas dos discípulos, não foi tarefa fácil para o Crucificado/Ressuscitado. E assim O vemos a desdobrar-se, no primeiro dia da semana, em contactos pessoais, individualmente e em grupo, dentro e fora de Jerusalém, para responder à complexa teia de emoções vividas pelos discípulos, nos últimos dias.
Apesar da perplexidade dos primeiros momentos, a alegria toma lugar no coração de muitos, mas não de todos. Havia, mesmo no grupo dos mais chegados, quem dissesse não acreditar, jurando a pés juntos só fazê-lo ao toque das marcas do amor, cuidadosamente conservadas pelo Ressuscitado.
“Põe aqui o teu dedo e vê as Minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no Meu lado; e não sejas incrédulo mas crente”. Se era grande a teimosia e profunda a incredulidade de Tomé, foi maior a sua profissão de amor e de fé: “Meu Senhor e meu Deus”.
Obrigado, Tomé, pela tua incredulidade e resistência, porque me sentirei sempre compreendido, respeitado e acolhido, apesar das minhas dúvidas, e terei sempre caminho aberto para que, compreendendo melhor, seja o meu testemunho mais alegre, convicto e feliz.
Continuação de Santa Páscoa!

P. Fausto

in diálogo 1467 (Domingo II da Páscoa (Divina Misericórdia) – Ano B)

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