“ALEGRAI-VOS !”

Com este domingo, o terceiro do Advento, começa a segunda fase em que a Igreja nos orienta progressivamente para a festa de Natal. Ao perto e ao longe, realisticamente, os motivos para a alegria não parecem muitos, mas não deixa de ser este o “Domingo da Alegria”, apesar das circunstâncias adversas que todos sentimos.
O cristão, a partir da fé, tem sempre motivos para cultivar a alegria, mesmo de lágrimas nos olhos. E o maior de todos, é a presença do Senhor Jesus, que veio já ao nosso encontro, que está sempre connosco, mesmo sem O vermos, e que há-de vir solenemente um dia, no fim dos tempos. É nesta perspectiva que queremos preparar o Natal, atentos à voz de João Baptista, que nos indica o caminho da justiça e da caridade para chegarmos ao Presépio.
A voz que bradou no deserto continua vigorosa, para que, sensíveis às exigências da caridade fraterna, estejamos em condições de reconhecer no Menino do presépio o Salvador mundo. Se assim não for, a alegria do Natal não passará de circunstância social em que as luzes e a abundância da ceia mais ou menos alargada dão sabor.

P. Fausto

in Diálogo nº 1758 (Domingo III do Advento – Ano C)

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