Entre o medo e a Esperança

A cimeira de Glasgow está a chegar ao fim. Como sempre as promessas são muitas e poucos os compromissos. Quem manda, ao fim e ao cabo, é a economia, e quem sofre é o planeta, a casa comum de que Deus nos constituiu responsáveis. Uns mais que outros. Mas todos.
O Evangelho de hoje fala-nos de um abalo cósmico, que há-de acontecer queiramos ou não, para nos chamar a atenção de que tudo é finito, relativo. O sol, a lua, as estrelas… “cairão do céu”, mas a sociedade, as instituições, a economia, os regimes… também. Tudo é frágil. E em cada dia há um mundo que morre e outro que nasce, com as inevitáveis dores de um parto permanente, até à plenitude dos tempos.
A esta luz não há-de ser o medo a vencer-nos, porque “quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o Filho do Homem está perto, está mesmo à porta”, diz-nos Jesus, no Evangelho. A nossa âncora é, então, Deus. A nossa esperança está em Deus, que continua actuante no mundo, apesar dos atropelos dos homens ao processo criador, de que Deus nos constituiu responsáveis.

P. Fausto

in Diálogo nº 1754 (XXXIII Domingo do Tempo Comum – Ano B)

Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

* Copy This Password *

* Type Or Paste Password Here *