O primeiro e único mandamento

“Qual é o primeiro de todos os mandamentos”, perguntava a Jesus um certo escriba.
Normalmente as interrogações dos fariseus, doutores da lei, príncipes dos sacerdotes e outros, não passavam de pura provocação. Desta vez, não. E Jesus, percebendo a reta intenção do escriba, remata: “Não estás longe do Reino de Deus”.
Para o escriba “Deus é único e não há outro além dEle. Amá-lo com todo o coração, com toda a inteligência e com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, vale mais que todos os holocaustos e sacrifícios”.
Jesus reconhece a resposta inteligente e não acrescenta mais nada à Lei antiga, redigida no Livro do Deuteronómio, mas sublinha a unidade intrínseca do amor a Deus e do amor ao próximo. Um é, assim, a prova do outro. São inseparáveis. Separá-los foi e será sempre a origem dos nossos males. Portanto, quem ama a Deus, se é coerente, ama aquilo que Deus ama. E o que Deus mais ama é o homem. Cada homem. E também tudo quanto foi criado para que o homem seja feliz.

P. Fausto

in Diálogo nº1752 (31º Domingo do Tempo Comum – Ano B)

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