A maior das pobrezas

Hoje, em Jericó, um verdadeiro banho de multidão aguardava Jesus, que se dirigia para Jerusalém com os discípulos. No caminho, todos iam falando e ninguém se ouvia, até que uma voz clara e determinada grita: “Jesus, Filho de David tem piedade de mim”. Era Bartimeu, cego e mendigo, quem gritava, sentado, na berma do caminho.
O tempo não era de paragens, mas Bartimeu não desiste e grita cada vez mais alto. Não exige privilégios. Não se revolta com a vida. Pede apenas um momento de atenção redentora. E não se enganou.
Como não aprender hoje com Bartimeu, que nos convida a não desistirmos dos nossos ideais, apesar das dificuldades? Como não aprender com Bartimeu a lutar e confiar em Deus, na certeza firme de que é sempre dEle a última palavra? Como não aprender com Bartimeu a seguir Jesus sem olhar para trás?
Muito temos a aprender com este cego e mendigo, que, à beira do caminho, não precisava só de um minuto de atenção e uma moeda no bolso, mas de sentido para a sua vida. E este dera-lho Jesus, que Bartimeu logo seguiu com entusiasmo e confiança.

P. Fausto

in Diálogo nº1751 (XXX Domingo do Tempo Comum – Ano B)

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