“Apenas uma coisa…”

“Falta-te apenas uma coisa”. Fora a resposta de Jesus a um homem que, cheio de entusiasmo e reverência, se aproxima e pergunta: “Bom Mestre, que hei-de fazer para alcançar a vida eterna”?
O homem ouviu a resposta em silêncio e com respeito, mas retirou-se triste e cabisbaixo, apesar do olhar intenso e afectuoso de Jesus.
Que se passara então? Não se tratava de um homem irrepreensível cumpridor da lei? Sim, era irrepreensível desde a sua juventude, mas tinha algo que não o deixava voar e o mantinha inconscientemente aprisionado: “Era muito rico”.
E será mal ser rico? Não. Jesus não quer homens despojados de tudo, mas sonha com homens livres e desamarrados o mais possível para poderem servir. E há muitas amarras, e algumas bem subtis, que bloqueiam a vontade e impedem de seguir Jesus.
Era bom homem, sim, mas no prato da sua balança pesavam mais as contas bancárias e os movimentos bolsistas… Daí a dificuldade em responder à aventura proposta por Jesus para abraçar um projecto de vida em que as pessoas valem mais que as coisas e em que a pobreza e a liberdade são condições indispensáveis para servir e ser feliz.

P. Fausto

in Diálogo 1749 (XXVIII Domingo do Tempo Comum – Ano B)

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