“E os dois serão uma só carne”

“No princípio da Criação, Deus fê-los homem e mulher. Por isso, o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa, e os dois serão uma só carne”, assim começa o Evangelho deste XXVII Domingo do Tempo Comum, resumindo o sonho de Deus para a família.
Estas palavras, assumidas integralmente por Jesus, propõem a família como espaço privilegiado para a realização do sonho de felicidade que Deus oferece ao homem.
Na realização deste sonho há um homem e uma mulher que se procuram, que se encontram, que se amam e que se tornam uma só carne. E crescem juntos, lado a lado, diferentes mas iguais em dignidade, com direitos e deveres reciprocamente reconhecidos e assumidos, amadurecendo com alegrias e extases, mas também com sofrimentos, tristezas e silêncios… até se tornarem uma só carne. E assim o marido “faz” a esposa e esta “faz” o marido, constituídos cúmplices numa verdadeira comunhão de duas liberdades.
Aos fariseus apenas interessava a salvaguarda dos direitos do homem sobre a mulher, que lhe conferiam um estatuto privilegiado na relação conjugal, mas o problema para Jesus não está em repudiar ou não a mulher por parte do homem, mas em manter vivo, por parte de ambos, o sonho original de Deus.
É aqui que reside, ainda hoje, o verdadeiro problema, porque o amor é fragil, exige cuidados diários, pede atenção permanente a um e a outro dos cônjuges… Não é tarefa fácil. Mas é possível com a Graça de Deus.

P. Fausto

in Diálogo 1748 (XVII Domingo do Tempo Comum – Ano B)

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