A pessoa em primeiro

“Mestre, nós vimos um homem a expulsar os demónios, em teu nome e procurámos impedir-lho, porque ele não anda connosco”, dizia João, com um ar muito convencido.
Para os apóstolos o mais importante não era o bem praticado, mas a pertença ao “nosso grupo”. A esta mentalidade, Jesus responde: “Não o proibais”.
O bem é sempre bem, venha de onde vier, e, mesmo feito por um não crente, é sempre obra de Deus. Esquecemos muitas vezes que se pode ser de Cristo sem pertencer ao grupo dos “doze”!
Não repitamos o erro dos discípulos que separam, põem cercas, não constroem pontes, que “medem” o bem, conforme o grau de integração num determinado grupo. Esta mentalidade é farisaica.
Há, na verdade, muito gente boa, que, sem ser crente e baptizada, age segundo a sua consciência, rectamente formada, e faz muito bem. Estes também pertencem ao Reino de Deus, maior que a Igreja, que terá o seu fim. Ao contrário, o Reino de Deus jamais acabará porque é fundado no Amor, mesmo quando se dá num simples copo de água.

P. Fausto

in Diálogo nº 1747 (XXVI Domingo do Tempo Comum – Ano B)

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