Uma experiência radical

Não levar mais nada que o absolutamente necessário, porque o que não se usa só complica e torna o caminho mais penoso, é o que aconselha, no início do exercício, qualquer amante do atletismo.
No Evangelho de hoje, Jesus também propõe aos discípulos uma experiência radical e “ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser o bastão” e uma mochila de sonhos, cheia de alegria, entusiasmo e confiança em Deus. Apenas.
E os discípulos, de cajado na mão, lá foram, dois a dois, para esta experiência missionária e “pregaram o arrependimento, expulsaram muitos demónios, ungiram com óleo muitos doentes e curaram-nos”.
Homens sem coisas, sem supérfluos, que nos convidam permanentemente ao discernimento sobre o que é essencial na vida e contestam todos os nossos projectos apostados no sucesso pela acumulação de riqueza. Homens que acreditam verdadeiramente que a qualidade de vida não depende da quantidade de bens…
No Evangelho de hoje, Jesus não nos convida tanto a fazer a caminhada dos discípulos, mas antes uma viagem ao nosso interior, onde se experimenta e celebra a verdadeira liberdade, só possível sem os supérfluos que vamos acumulando e sempre atrapalham.

P. Fausto

in Diálogo nº1743 (XV Domingo do Tempo Comum – Ano B)

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