A estranheza de Jesus!

Hoje, Jesus parece ter ido à terra matar saudades. Não sendo a de origem, era a de adopção, onde vivia a maior parte da família e era sobejamente conhecido. Não há rua ou pessoa, em Nazaré, estranho a Jesus, mas o que não esperava era a “falta de fé daquela gente”.
Afinal, o que é que deixa perplexa aquela gente, conhecida e amiga de Jesus?
O Jesus, bem conhecido por todos, piedoso e com esmerada educação e cultura religiosa, não passava de filho do carpinteiro, saído duma família humilde e trabalhadora. É certo que falava de Deus de modo diferente, com desassombro, alegria e entusiasmo contagiantes, mas escandalizava muitos pela sua humanidade e proximidade com pecadores, doentes e marginais e mesmo as curas que realizava eram por alguns atribuídas ao diabo.
A vida pública de Jesus não se mostra nada fácil, nem mesmo na sua terra. Ouvido por muitos com prazer, também escandaliza outros com a sua pregação. E continua a escandalizar quem não aceita um Deus que busca a ovelha perdida, que aguarda e abraça o filho pródigo e que, em Jesus de Nazaré, cura leprosos e outros doentes, convive com publicanos e com gente pouco recomendável. Porque, dizia, não veio para condenar mas para salvar…
Era este Deus que Jesus anunciava aos seus contemporâneos e continua a escandalizar ainda hoje muitos que se dizem cristãos.

P. Fausto

in Diálogo nº 1742 (XIV Domingo do Tempo Comum – Ano B)

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