“Levanta-te !”

Apesar do final feliz, a travessia do Mar da Galileia, relatada por S. Marcos no domingo passado, foi desgastante e assustadora, mas nem por isso houve direito a descanso, porque eram muitos os que aguardavam Jesus, no outro lado, na margem.
O entusiasmo era geral, mas nem sempre pelos melhores motivos.
Todos esperavam uma palavra, um gesto, um olhar, um toque, uma bênção, e Jesus desdobrava-se em atenção e cuidados, respondendo a cada um conforme as suas necessidades. Assim aconteceu com a mulher desenganada há muito pelos médicos, que levava a cruz de uma doença incurável, ou com Jairo, aflito, porque a sua filha de 12 anos estava a morrer. A estes reconheceu Jesus fé viva e confiança plena e não hesitou em responder generosamente aos seus pedidos.
Com estes exemplos, S. Marcos diz-nos que, qualquer que seja a porção de dor que nos afecte ou de morte que nos habite, Deus dir-nos-á sempre o que disse à menina, filha de Jairo: “levanta-te e anda”. Mas ainda que não sejamos atendidos nos pedidos de saúde, ou outros, Deus não deixará de nos dar a força e a coragem necessárias, para levarmos a cruz, serenamente confiantes, ainda que nos seja particularmente pesada.

P. Fausto

in Diálogo nº1740 (XIII Domingo do Tempo Comum – Ano B)

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