No último dia do Tempo Pascal, a Igreja recorda especialmente a vinda do Espírito Santo. Enquanto nos cinquenta dias que decorreram desde a Festa da Páscoa, toda a nossa atenção esteve centrada na alegria da Ressurreição e na glória de Jesus, hoje celebramos o Dom do Espírito que Jesus prometera aos apóstolos, que O aguardavam em oração, no Cenáculo.
Ao longo destas últimas semanas, também nos fomos dispondo para reviver esse acontecimento como realidade presente na vida da Igreja, e de cada um de nós, tanto mais que na nossa Paróquia é habitual nesta solenidade ministrar-se o Sacramento do Crisma aos Jovens e Adultos que se tenham preparado. Assim, a Igreja reunida à volta dos Apóstolos, e com Maria, continua a ser a mesma Igreja, que, inspirada e dinamizada pelo mesmo Espírito derramado, então, efusivamente, no coração dos Apóstolos, se mantém, hoje, fiel a Jesus Cristo, na construção da comunidade e na transformação do mundo, segundo o projecto de Deus.
É graças ao Espírito Santo que a Bíblia não é repositório inconsequente de palavras humanas mas Palavra de Deus, vital e salvadora. É graças ao Espírito Santo que a moral não é colete-de-forças para ninguém ou conjunto de preceitos ao alcance apenas de uns poucos para serem salvos. É graças ao Espírito Santo que a Igreja é Mistério de comunhão de Deus connosco e de nós uns com os outros em Cristo e por Cristo. Sem Ele a Igreja não passaria de organização humana e piramidal, qual monarquia, mera ONG bem organizada e eficiente mas sem vida, porque os Sacramentos seriam sinais vazios de conteúdo.
“Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso Amor… e renovareis a face da terra.”
P. Fausto
in diálogo 1518 (Solenidade do Pentecostes – Ano C)
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