Terminados os tempos da contemplação amorosa e terna a que nos convidava o Mistério do nascimento e crescimento do Filho de Deus, no seio da mais feliz das famílias, somos, com a festa do Seu Baptismo, convidados a segui-Lo de ora em diante.
Eis-nos, então, no segundo Domingo do Tempo Comum, com vestes e bagagens apropriadas a aventuras de dias intensos e de grandes caminhadas. Não são aconselhados auscultadores para não sermos tentados a ouvir só as músicas preferidas e convém sumamente que o coração esteja arrumado para cada qual poder progressiva e harmoniosamente ir fazendo as sínteses que hão-de estruturar e estabilizar o seu projecto de vida. E dispostos à aventura, nada melhor que uma festa de casamento, mesmo sem ser especialmente convidado.
Nada nos pediram à entrada, cartão de identidade, de contribuinte, de baptismo, nem tão pouco se éramos assíduos ou até se tínhamos religião… E depressa percebemos a razão deste proceder. É que não há nada melhor para quem chega que a certeza de que se é bem-vindo, mesmo que não esperado, e a festa de um casamento era o melhor contexto para experimentarmos e celebrarmos a alegria de Deus que ama apaixonadamente a humanidade, toda a humanidade.
A participação na festa de casamento tornou-se, assim, para nós uma excelente oportunidade para descobrirmos, sem grandes desenvolvimentos teóricos, que o Deus revelado por Jesus é um Deus Vivo, é o Deus da Vida e quer que a vida seja uma festa. A vida inteira. Mesmo que em alguns momentos haja sustos e nos escorram as lágrimas dos olhos.
Pe. Fausto
in diálogo 1364 (II Domingo do Tempo Comum – Ano C)
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