Neste domingo virou-se uma página do ano litúrgico. Mais uma vez voltamos ao Advento, e, enquanto o tempo é tempo, enquanto temos tempo, vivamo-lo em “jubilosa esperança”, sempre prontos e vigilantes, como quer o Senhor.
De uma coisa estamos certos: apesar dos constrangimentos do presente, das incertezas e mesmo tragédias do futuro, a última palavra é sempre de Deus, que conduz a história não ao sabor do ritmo consumista dos homens, dos interesses dos poderosos ou dos jogos de poder dos governantes, mas segundo o Seu projeto de salvação, concebido por amor e realizado em Jesus Cristo, que não dispensa, de modo algum, o nosso “trabalho de casa”. Viva, pois, cada um, o Advento, como tempo saboroso de exercitação da esperança, que é proporcionado pela liturgia, para podermos celebrar, pessoalmente e em família, com alegria, a festa do Deus connosco, em dia de Natal.
Não tenhamos medo, nem sejamos ociosos em viver cada advento, e de fazer de cada dia verdadeiro advento, porque Deus não é pesadelo para ninguém e a vinda de Seu Filho é a mais bela das notícias e a mais autêntica prova da Sua fidelidade, que, longe de desistir de nós, recria tudo de novo.
P. Fausto
in diálogo 1448 (Domingo I do Advento – Ano B)
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