À medida que o termo do tempo pascal se aproxima, os níveis de ansiedade e insegurança aumentam e até a sensação de abandono assoma ao coração dos discípulos, pela partida próxima de Jesus. Também hoje a realidade nos provoca alguns desses sentimentos.
A Igreja, sempre atenta, insiste em que vivamos intensamente a Ressurreição do Senhor, como a maior das maravilhas de Deus a favor da humanidade e a certeza de que nunca ficaremos órfãos deve reforçar a nossa alegria e qualificar o nosso testemunho. Tal como nos primeiros tempos do Evangelho.
Não nos cansemos, pois, de celebrar a Páscoa. Nunca deixemos que as dificuldades da vida e os momentos de silêncio de Deus nos cansem ou desmotivem. Sem a Páscoa resta-nos o vazio com horizontes reduzidos e sonhos truncados. Perdemos estatuto e dignidade. Só à luz da Páscoa ganham sentido, valor e vigor, os nossos dias, ainda que sejam cinzentos.
Faz-nos bem ouvir Pedro dizer hoje que, mesmo no sofrimento, não demos lugar ao medo… E ele sabia bem o que dizia!
Porque o mundo em que vivemos não é assim tão diferente, mantém-se actual o desafio ao testemunho, ainda que não seja cruento, mas sempre fiel e alegre, mesmo em condições adversas. Vale-nos a certeza de que nunca ficaremos órfãos.
P. Fausto
in diálogo 1428 (VI Domingo de Páscoa – Ano A)
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