Se perguntarmos às crianças que comungam pela primeira vez porque é que estão contentes, responderão “porque é a Comunhão Solene”. Na nossa Paróquia também não se foge à regra. E mesmo aos adultos com frequência se ouve dizer que foi um dia muito feliz o da sua 1ª Comunhão e até se lembram dos cânticos, das flores, do seu par e outros pormenores… e até do discurso habitual feito por um dos comungantes, a convite do Sr. Prior.
Sim, a 1ª Comunhão é importante e marcante na vida religiosa de cada um de nós, mas nunca para se confinar às paredes da Igreja matriz ou à beleza celebrativa do respectivo dia, porque a alegria e felicidade dos cristãos é Cristo Ressuscitado e Vivo! É o que os apóstolos e os primeiros cristãos testemunham e se esforçam por viver, com alegria e simplicidade. E é o que nós também hoje somos chamados a anunciar e comunicar.
Como os discípulos de Emaús, desanimados, desiludidos, desencantados, desconfiados e inseguros, o mundo de hoje precisa de quem viva, com simplicidade e verdade, a alegria e a felicidade de acreditar em Jesus Ressuscitado. O tempo que vivemos não é de discursos, moralizantes ou não, e muito menos apologéticos, mas de testemunho, como claramente nos relata o Livro dos Actos dos Apóstolos. É que o mundo reconhece e reconhecerá sempre Cristo tanto mais e melhor, quanto os cristãos forem capazes de ” repartir” o pão do estômago, mas também o da liberdade e da paz, da verdade e da cultura, da justiça e da solidariedade… e sempre de coração manso, alegre e feliz. Foi para isso que Cristo Ressuscitado e Vivo ficou no meio de nós!
P. Fausto
in diálogo 1425 (III Domingo de Páscoa – Ano A)
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