Na Sua pregação, Jesus recorre com frequência a parábolas e desta vez a do juiz iníquo é aproveitada para relançar um tema sempre importante: a oração. Não estranhemos, pois, a insistência na “necessidade de rezar sempre e sem desanimar “, mesmo que Deus nos pareça distante, insensível ou em silêncio. É que rezar é como respirar Deus e dialogar com Deus é tão natural como indispensável para o cristão.
As palavras de Jesus ao apresentar esta catequese fazem-nos crer que a oração não é questão de fervor, devoção ou entretenimento espiritual para os mais velhos, mas coisa séria que devemos fazer assiduamente com humildade e confiança, com coragem e insistência.
S. João Maria Vianney costumava dizer a este propósito que a oração está para a vida cristã como a chuva para a terra e que “na oração bem feita desaparecem as dores, como a neve aos raios de sol”. Nunca será demais a insistência na oração, pois trata-se de algo determinante na fecundidade do projecto de vida de qualquer cristão.
P. Fausto
in diálogo 1397 (Domingo XXIX do Tempo Comum – Ano C)
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