Foi a pergunta de Jesus diante do samaritano que voltou para agradecer; na verdade tinham sido dez os curados, todos judeus menos o que voltou!
Como outros, também este texto só se encontra em S. Lucas, que centra o episódio não tanto na cura realizada, mas na atitude sincera e reconhecida do miraculado, ainda por cima samaritano. Muitas vezes “as coisas surgem de onde menos se espera”, diz avisadamente o povo. Pois bem, é também de um proscrito, de um samaritano, que vem esta grande e bela lição de gratidão! Este homem, curado como os outros, não apenas se liberta da doença que o rói e condena, mas, renovado por dentro, torna-se homem novo e ganha a sua dignidade e reputação. Jesus viu nele não apenas um doente… mas um homem de fé e obediente agradecido.
Não devendo nós andar à cata de agradecimentos, a gratidão é uma daquelas virtudes humanas e cristãs que importa realçar e educar, porque gera confiança e fraternidade de uns com os outros e torna-se base segura para uma Igreja mais fiel a Jesus Cristo e serva da humanidade. Pelos vistos a sua importância também não passa despercebida a Deus, mas é cada vez mais esquecida na escola e até mesmo na família.
P. Fausto
in diálogo 1396 (Domingo XXVIII do Tempo Comum – Ano C)
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