A parábola deste domingo refere um lavrador que se dirige a cada um dos filhos: “Filho, vai hoje trabalhar na vinha”.
Um, de imediato, respondeu: “Não quero”, mas arrependeu-se e foi. O outro dispôs-se a ir, mas não foi.
Talvez o primeiro seja rebelde, mas reflectiu e obedeceu, enquanto o segundo, pensando cair nas boas graças, não passa de mero servil. Ambos fazem do pai um patrão, um pai que só sabe dar ordens, a quem importa obedecer cegamente.
Na parábola dirigida aos príncipes dos sacerdotes e anciãos do povo, Jesus, com clareza e sem rodeios, termina com uma das frases mais duras, mas também mais consoladoras, “Os publicanos e as mulheres de má vida irão diante de vós para o Reino de Deus”.
A frase não é apenas dura para a gente “bem comportada”, instruída e importante daquele tempo, mas também para nós, que muitas vezes dizemos, aconselhamos e celebramos o que não vivemos. Para “os cristãos de fachada” fica, então, o vigoroso alerta do Evangelho deste domingo.
P. Fausto
in Diálogo nº. 1968 (Domingo XXVI do Tempo Comum – Ano A)
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