Jesus ama os campos de trigo e alegra-se com as grandes extensões de espigas, com papoilas pelo meio, onde, como na parábola deste domingo, cresce também o joio semeado por um mau vizinho. E a seara cresce e o tempo da ceifa aproxima-se. E agora?
Os servos perguntam ao patrão: “Queres que vamos arrancar o joio? Não! – disse ele – não suceda que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo. Deixai-os crescer ambos até à ceifa.”
Duas formas de ver o problema e resolver a situação: os servos vêem, antes de mais, as ervas daninhas, o negativo, o perigo, e o patrão, pelo contrário, vê em primeiro lugar o trigo, apesar do joio.
O Deus que Jesus revela nesta parábola não se mostra severo, exigente e duro, mas doce, compreensivo, paciente, ainda que ao fim, no tempo da colheita, o trigo seja para guardar e o joio para queimar.
Todos temos trigo e joio. Todos devemos cultivar a Indulgência, porque não há ninguém sem joio no coração, isto é, sem defeitos. Todos chamados à santidade, mas santos são apenas os que procuram cobrir o mal com o bem que fazem.
P. Fausto
in Diálogo nº. 1966 (Domingo XVI do Tempo Comum – Ano A)
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