Deus Uno e Trino

Ao reentrarmos no Tempo Comum, interrompido com a Quaresma e o Tempo Pascal, dedicamos o primeiro domingo livre a celebrar a SANTÍSSIMA TRINDADE: “UM SÓ DEUS EM TRÊS PESSOAS”.
Se perguntarmos a um cristão, “em quem é que tu acreditas?”, a resposta esperada é: Creio em Deus Pai, creio em Jesus Cristo, seu Filho, creio no Espírito Santo. O apóstolo João, porém, dá uma resposta diferente: o cristão é aquele que crê no amor. E tem razão, porque o caminho para se chegar à Trindade não é o das fórmulas ou dos conceitos, mas o da experiência.
Para quem não acredita no amor, Deus é um só e não relação e comunhão e arrisca-se a uma vida sem beleza, sem sentido, sem fecundidade, sem encanto. Tudo ao contrário do que o Evangelho de hoje nos diz: “Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho Unigénito… não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele”.
Contemplando o mistério de “Deus Uno e Trino”, descobrimos que os verbos amar e dar se equivalem e que na vida somos tão mais felizes quanto menos nos interrogarmos sobre o que podemos receber dos outros e mais sobre o que nós próprios podemos dar aos outros para serem felizes. Assim mostramos que somos “criados à imagem e semelhança de Deus”.

P. Fausto

in Diálogo n.º 1959 (Solenidade da Santíssima Trindade – Ano A)

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