“Não vos deixarei órfãos”

A conclusão que podemos tirar do Evangelho do domingo que precede a solenidade da Ascensão do Senhor é a de que o homem pode dizer não a Deus, inclusivé pode negá-lo, mas Deus não pode dizer “não” ao homem. Se o fizesse negar-se-ia a si mesmo.
Não se trata de conclusão leviana a partir de frases feitas para amenizar o ambiente de despedida, mas certeza consoladora de um claro compromisso de amor e fidelidade assumido por Jesus: “Não vos deixarei órfãos“.
Não sois agora órfãos, nem nunca sereis, parece-nos dizer Jesus, mas acrescenta “Se me amardes, guardareis os meus mandamentos”. Não se trata de uma imposição, de mais uma ordem, mas de uma constatação e esclarecimento para quem quer ser realmente Seu discípulo.
Assim sendo, não se compreendem os cristãos “à carta”, de conveniência, de oportunidade ou de circunstância, porque os verdadeiros discípulos amam, testemunham e vivem a Fé com fidelidade, com esperança e com alegria, mesmo quando a vida não sorri e as lágrimas correm pelo rosto.

P. Fausto

in Diálogo nº. 1956 (Domingo VI da Páscoa – Ano A)

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