De Jerusalém a Emaús bastam duas horas de caminho em ritmo acelerado. Foi o tempo gasto por dois jovens, na tarde do Domingo de Páscoa, quando regressavam a casa desiludidos e com ar muito triste.
Apesar de terem seguido com entusiasmo e escutado Jesus, com atenção, tantas vezes, agora, no coração, só há vazio, silêncio e perguntas sem resposta. Tudo parece ter acabado em sexta-feira.
Tudo, porém, se alterou com a presença discreta e luminosa do forasteiro que os ajudou, enquanto caminhavam, a entender que a cruz não foi mero resultado de um processo iníquo ou ponto final numa existência de puro altruismo, mas plenitude do amor, que muda a compreensão de Deus e dos homens.
A palavra, que lhes inflamou o coração no caminho, e o pão partido em casa, que lhes abriu os olhos, fizeram-nos voltar para Jerusalém. E a triste fuga de ambos torna-se agora jubilosa corrida. Já não há fadiga nem noite, apenas pressa em comunicar aos onze a BOA NOVA surpreendente de que ELE ESTÁ VIVO.
Reconhecêmo-LO nós também, em cada domingo, na Missa em que participamos?
P. Fausto
in Diálogo nº. 1953 (Domingo II da Páscoa – Ano A)
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