
O V Domingo da Quaresma é conhecido pelo povo como Domingo de Lázaro. Tudo se passa em Betânia, desta vez junto do túmulo deste amigo de Jesus, passados já quatro dias da sua morte. O ambiente é de tristeza, dor e lágrimas no rosto de todos os presentes. Até Jesus se comove profundamente!
De todo o Evangelho, esta é a página em que mais se manifestam todas as emoções de Jesus: comove-se, perturba-se, chora e brada, mostrando, assim, aos presentes, a profunda amizade que nutria por Lázaro e pelas irmãs.
As palavras de Marta, que nos parecem quase de amorosa censura pelo atraso do Amigo, são aproveitadas por Jesus para dizer algo que transcende o tempo: “Eu sou a Ressurreição e a Vida”, e, junto ao túmulo, manifestar que é o Senhor dos vivos e dos mortos: “Lázaro, sai para fora, desligai-o e deixai-o ir”. Contra toda a esperança, assim aconteceu!
O que se passou com Lázaro, passa-se também connosco todas as vezes em que desistimos, bloqueamos e nos deixamos paulatinamente morrer, fechados na gruta vazia e obscura duma vida em que já nada vale a pena.
P. Fausto
in Diálogo nº. 1949 (V Domingo da Quaresma – Ano A)
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