O regresso do Sacrário à Capela do Santíssimo: como saudar correctamente

Com a conclusão das obras na designada Capela do Santíssimo, o sacrário regressa ao seu lugar próprio, onde ficará guardada a Sagrada Reserva. Trata-se de um momento importante para a vida litúrgica da nossa paróquia, que exige também um esclarecimento simples e claro quanto aos gestos de reverência na igreja.

  1. O que significa cada gesto?
    A liturgia da Igreja distingue dois gestos fundamentais:
    Genuflexão (dobrar o joelho direito até ao chão): é gesto de adoração.
    Inclinação profunda (do tronco): é gesto de veneração.
    A Instrução Geral do Missal Romano ensina:
    “A genuflexão, que se faz dobrando o joelho direito até ao chão, significa adoração e, por isso, reserva-se ao Santíssimo Sacramento” (IGMR, n.º 274).
    Por sua vez, o altar é venerado com uma inclinação profunda, porque simboliza o próprio Cristo, pedra angular e mesa do sacrifício.
  2. O que muda agora?
    Durante o período das obras, estando o Sacrário colocado no centro do altar-mor, a genuflexão fazia-se ali, ao entrar, sair e passar em frente do presbitério.
    Com o regresso do Sacrário à Capela do Santíssimo, a prática passa a ser a seguinte:
    Ao entrar ou sair da igreja: Saudamos o Santíssimo Sacramento, presente no Sacrário da Capela do Santíssimo, com uma genuflexão, quando passamos diante do Sacrário.
    Diante do altar: Faz-se inclinação profunda ao altar, sobretudo ao entrar, sair ou passar em frente ao presbitério.
    O Cerimonial dos Bispos é claro:
    “Quando o Santíssimo Sacramento não está presente no presbitério, faz-se uma inclinação ao altar” ( CE n.º 72).
  3. Porquê esta distinção?
    Porque os gestos exprimem a nossa fé.
    No Sacrário, está Cristo realmente presente na Eucaristia. Por isso, adoramos: genuflectimos.
    Diante do altar, veneramos o lugar onde se celebra o Sacrifício. Por isso, inclinamo-nos profundamente.
    Como recorda o Catecismo da Igreja Católica:
    “No Santíssimo Sacramento da Eucaristia está contido verdadeira, real e substancialmente o Corpo e o Sangue de Cristo” (CIC, n.º 1374).

A genuflexão não é um simples costume; é um acto de fé. É o corpo que proclama aquilo que o coração crê.

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