Em pleno coração da “Semana do Ó” não passa despercebida a S. Mateus a figura de S. José, verdadeiramente central no Evangelho deste domingo, porque a sua noiva, antes de terem vivido em comum, engravidara.
“Porque era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo”. Só o Amor ditava esta decisão que lhe destroçava o coração, mas evitava as consequências legais para aquela por quem estava ternamente enamorado e comprometido.
Eis, S. José, o homem dos sonhos, de mãos calejadas pelo trabalho e com o coração justo, enternecido e ferido!
Como não aprender com S. José que nunca fala, mas sabe escutar o mais profundo do seu ser e por isso permanentemente atento aos sonhos de Deus?
“Não temas tomar Maria, tua esposa, porque o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo”. Ao despertar do sono, “José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu sua esposa”.
Porque Deus nunca mete medo, José é feliz, não porque realiza o seu sonho, mas o sonho de Deus, sem nunca se deixar vencer pelo medo.
P. Fausto
in Diálogo nº. 1936 (Domingo IV do Advento – Ano A)
Comentários recentes