Um breve olhar por este nosso mundo faz-nos concluir que o Evangelho deste domingo continua hoje a realizar-se. O cenário, porém, é bem mais dramático.
Que dizer às pessoas massacradas em Gaza, Ucrânia, Síria e em tantas outras regiões? Será que merecem castigo?
Será que Deus tomou o partido dos mais fortes e, definitivamente, desistiu da humanidade, deixando o cuidado do mundo a meia dúzia de lunáticos e poderosos?
Nada mais errado. Deus não desistiu de nós, nem deixou os destinos da humanidade sujeitos aos caprichos e poder de alguns.
Apesar da dificuldade em aceitarmos a bondade de um Deus criador perante a existência de tanto mal, apesar dos gritos e desespero das vítimas de todas as formas de violência, apesar de todos os apesares…, Jesus diz-nos que não é Deus o responsável pela desordem e pela violência, que parece dominarem o mundo, mas o homem, apenas o homem.
Ao desvalorizar a vida e a dignidade da pessoa humana, ao esquecer o princípio de todos os princípios, que é o Mandamento Novo do Amor, o homem não resiste à tentação de se tornar senhor, juíz e dono do mundo, jogando, conforme os seus interesses e bel prazer, o poder que o dinheiro e as armas lhe conferem. Para estes não há palavra, não há regras, não há justiça, não há humanidade… não há Deus.
P. Fausto
in Diálogo nº. 1906 (Domingo III da Quarema – Ano C)
Comentários recentes