“Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e começou a proclamar o Evangelho de Deus”. Parece, com verdade, ter pressa, pois, no seu dizer, “cumpriu-se o tempo”. E não há tempo a perder quando o anúncio é a Boa Nova do Reino !
Não estranhamos, pois, que, em caminhada na margen do lago de Genesaré, Jesus encontre gente a trabalhar. Eram pescadores. Homens de tez bronzeada, de mãos rudes e calejadas, que asseguravam o seu sustento na pesca. Certamente não eram letrados, nem pertenciam às elites religiosas ou civis, mas chamou-os e eles seguiram-no, sem porquê nem para quê. Simplesmente. A resposta foi pronta e generosa, apesar da estranheza da promessa: “Farei de vós pescadores de homens”.
Passado todo este tempo, Jesus continua a convidar, com as mesmas palavras dirigidas aos apóstolos. E ainda com mais pressa e sem cansar, porque as mudanças são rápidas, os ouvintes numerosos e as necessidades urgentes. Haja, porém, muitos, que respondam com a determinação e a confiança dos apóstolos.
P. Fausto
in Diálogo nº. 1852 (Domingo III do Tempo Comum – Ano B)
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