No Domingo passado, com o cap. 25 do Evangelho de S. Mateus, terminámos um ano liturgico, e neste começamos outro, sob o olhar atento de S. Marcos.
Como sempre, o Advento, tempo curto de pouco mais de três semanas, é especialmente propício à conjugação do verbo “aproximar”, porque tudo parece, neste tempo, tornar-se mais próximo: Deus de nós, nós uns dos outros, e cada um consigo mesmo. Se não formos capazes ou não quisermos aprender esta gramática, viveremos este mês a pensar nas prendas. E isso não é o Advento.
As luzes já nos confundem e o estímulo à compra é insistente e, sem nos apercebermos, esqueceremos a parábola de hoje, em que o senhor parte, deixa a sua casa, dá plenos poderes aos servos, atribui a cada um a sua tarefa, e volta quando entender, esperando de cada um o cumprimento dos seus deveres.
O Senhor da parábola é o nosso Deus, Deus que nos confia o mundo e confia-nos uns aos outros, para que responsavelmente cuidemos da casa comum, onde ninguém se deveria sentir excluído, mas amorosamente acolhido e cuidado. Dessa responsabilidade há-de pedir-nos contas quando vier em glória e majestade. Até lá é o nosso tempo, o tempo do Advento.
P. Fausto
in Diálogo nº. 1745 (Domingo I do Advento – Ano B)
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