Sentença Final

Com a visão majestosa do “Juízo Final” termina o ano litúrgico pela mão do Evangelista Mateus. Cena dramática e universal que ensina a verdade última do homem. Na verdade, o que resta da vida quando não resta mais nada? Só resta o amor, o amor ao próximo.
Tive fome, sede, era estrangeiro, estava nu, doente, na prisão… e ajudaste-me, porque “quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizeste”, respondeu Jesus aos que Lhe perguntavam onde e como acontecera.
Surpreendente é também a atitude dos outros que não fizeram mal aos pobres, não ameaçaram, não maltrataram, não humilharam… e foram condenados. Porque? Simplesmente nada fizeram. Andaram a vida inteira absorvidos com os seus negócios e projectos e não tiveram tempo para mais nada.
Esquecendo que os olhos dos pobres são os olhos de Deus, tiveram como sentença “Afastai-vos de mim”. Não vos conheço.

P. Fausto

in Diálogo n.º1844 (Domingo XXXIV do Tempo Comum
– Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo – Ano A)

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