“Deus é Amor”

Ao retomarmos o Tempo Comum, interrompido com a Quaresma e o Tempo Pascal, dedicamos o primeiro domingo livre a celebrar a Santíssima Trindade.
Toda a Liturgia é dirigida ao Pai, por intermédio do Filho, no Espírito Santo. Todos os actos da Igreja, a começar pelos sacramentos, são realizados e celebrados mediante a invocação da Trindade Santa.
Este mistério, que pode parecer distante, toca a vida no nosso íntimo mais profundo, porque Deus não se revela solidão mas comunhão. É Família. É Trindade. Um só Deus em três Pessoas. Nenhuma cátedra ou púlpito definiu tão bem Deus como o apóstolo S. João: “Deus é Amor“.
Não se é, pois, cristão, por se saber muita doutrina, com fórmulas e conceitos mais ou menos elaborados e decorados, mas por se acreditar que “Deus amou tanto o mundo, que entregou o Seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita nele não pereça, mas tenha a vida eterna”, como disse Jesus a Nicodemos.
Que a celebração da solenidade da Santíssima Trindade nos faça penetrar mais profundamente neste Mistério de Amor e descobrir o valor e a necessidade de nos benzermos sempre bem, porque até o simples gesto de nos benzermos, tantas vezes feito de modo ligeiro, maquinal e rotineiro, se torna, quando feito conscientemente, verdadeiro acto de Fé no Mistério de Deus.

P. Fausto

in Diálogo nº. 1827 (Solenidade da Santíssima Trindade – Ano A)

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