Pentecostes

A vida dos discípulos ao longo dos últimos cinquenta dias foi razoavelmente tranquila, com momentos de medo que os tolhiam e barricavam e com dúvidas, algumas delas persistentes. Tudo pacientemente foi superado por Jesus.
Com o Pentecostes, porém, algo aconteceu, que virou do avesso estes homens, peritos nas artes da pesca e pouco dados às letras. Sem serem profissionais da palavra, nem ágeis na eloquência, falavam com uma alegria e convicção, que encantava e convertia, a ponto de passarem por ébrios. E não se calavam, apesar de mal tratados.
O Espírito Santo continua presente e vivo. Com efeito, a Igreja, que estava reunida no Cenáculo, esperando que se cumprisse a promessa de Jesus, continua a viver hoje da acção do Espírito Santo, única garantia de fidelidade ao projecto de Cristo.

P. Fausto

in Diálogo nº. 1826 (Domingo de Pentecostes – Ano A)

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