Vazio para sempre !

A noite foi de desassossego para Maria Madalena que não pregou olho, e, antes que o sol nascesse, dirigiu-se ao túmulo onde o Amigo fora depositado. Ao seu redor apenas a noite e o silêncio quebrado pelas pedras roliças do caminho do Calvário.
Quando chega e se dá conta de que a pedra fora retirada e o sepulcro aberto e vazio, uma angústia de morte enche o seu coração ainda ofegante. E agora? À sua volta não há sinal de vida e os primeiros raios de sol anunciam uma surpreendente manhã radiosa.
Perplexa com tudo isto, Maria Madalena não hesita, e eis que desata, de novo, a correr, para que Simão Pedro e João se certifiquem do que se passava: “Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram”. Também estes não se poupam e correm quanto podem para chegar ao destino. Chegaram e viram o sepulcro aberto e, dentro, tudo arrumado, as ligaduras e o sudário, mas do Crucificado e sepultado nem sinais.
E agora, a quem perguntar, a quem recorrer? Questões que alimentavam a aflição e tornavam cada vez mais perplexos os discípulos, que “ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.”
Sim, o sepulcro está aberto e vazio. Ninguém viu, ninguém sabe como, mas está vazio para sempre. Não foi obra de homem, mas de Amor e Fidelidade do Pai Àquele que, por Amor e Fidelidade, assumiu a nossa natureza, foi crucificado e morreu por todos – Jesus Cristo Ressuscitado.

P. Fausto

in Diálogo nº, 1819 (Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor – Ano A)

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