Jesus, Senhor da Vida e da morte !

“Jesus comoveu-se profundamente e chorou”. E quantos acompanhavam Marta e Maria reconheceram a grande amizade de Jesus por esta família. Tudo isto se passou em Betânia, junto do sepulcro onde Lázaro fora sepultado havia já quatro dias.
Jesus nunca escondeu os sentimentos que mais nos caracterizam, mas hoje, em Betânia, parece ter-se excedido, pois, comove-se, perturba-se e chora. Não tem vergonha das suas lágrimas, que ficam como a expressão mais genuína e inconformada pela amizade alimentada com Lázaro e suas irmãs. Porém, lembrando Marta e os presentes que é o Senhor da Vida e da morte, do Hoje e do Amanhã, não se fica em palavras de consolação e circunstância e ordena: “Lázaro, sai para fora”. E ele saiu de mãos e pés enfaixados e o rosto envolvido num sudário, segundo as regras de sepultamento dos judeus. “Desligai-o e deixai-o ir”. E assim aconteceu.
Todos pensavam que já nada havia a fazer, nem mesmo Marta e Maria, pois já era o quarto dia de falecimento. Para Deus, porém, nunca é tarde. Porque não usa os nossos cronómetros, nem se submete às nossas leis, nem mesmo se escandaliza das fragilidades que nos atam e tantas vezes bloqueiam, não hesita em desatar Lázaro de todos os laços, incluindo o da morte, e restituir-lhe a vida livre e feliz. O mesmo acontece a nós, se O reconhecermos verdadeiramente como “o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo”.

P. Fausto

in Diálogo nº. 1817 (Domingo V da Quaresma – Ano A)

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