No domingo passado encontramos Jesus em pleno deserto. À sua volta só areia, pedras e silêncio! Hoje contemplamo-Lo, com alguns discípulos, no alto de um monte, cheio de Luz, como quem diz que o caminho de Cristo tem momentos de tudo, de solidão, silêncios e comunhão, de pedras e deserto, de trevas e luz. É também este o caminho do homem, o nosso caminho.
A Quaresma, mais que um tempo de luto e de penitência, é um tempo de conversão da tentação à transfiguração, à Luz Pascal, inspirados no exemplo antigo e sempre luminoso de Abraão, que tem a coragem de se entregar totalmente nas mãos de Deus, sem fazer contas ou pedir explicações.
O cristão, consciente dos seus limites e imperfeições, sabe que o processo da sua transfiguração passa pela penitência, pela austeridade, pela generosidade no cumprimento do seu dever, pela fidelidade ao Evangelho. Se a Quaresma for assim vivida e celebrada, torna-se, então, a melhor maneira de nos prepararmos para a Transfiguração Pascal do Senhor.
P. Fausto
in Diálogo nº.1814 (Domingo II da Quaresma – Ano A)
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