No Evangelho do domingo passado, Jesus dissera que não vinha revogar nada, mesmo da Lei de Deus, mas tudo levar à perfeição. E dava exemplos.
Hoje vai ao máximo e eleva a fasquia das exigências ao extremo para deixar a cada um horizontes de infinito. Afinal de contas, o que Jesus nos propõe é um projecto de vida sem filtros, armadilhas ou trincheiras, sempre desarmados, sem fazer sombra ou meter medo a ninguém.
A moral que Jesus nos propõe não nega a alegria de viver, nem nos quer doentiamente passivos e tolhidos pelo medo quais servos que só se humilham e sacrificam, pelo contrário, é a moral de homens que se querem livres, que não pagam na mesma moeda e ousam quebrar a corrente de violência que só gera violência e, porque vivem desarmados, não fazem sombra nem metem medo.
Enfim, ao lermos o Evangelho de hoje, damo-nos facilmente conta da importância dos verbos amar, orar, oferecer, bendizer, emprestar… tanto a amigos como a inimigos. Ainda que usados no imperativo, não são ordens ou imposição, mas proposta de felicidade. Saber conjugá-los é o que nos identifica como discípulos de Jesus Cristo.
P. Fausto
in Diálogo nº. 1812 (Domingo VII do Tempo Comum – Ano A)
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