Aprender com o publicano

Nestes últimos domingos, Jesus tem falado da oração. No domingo passado disse-nos que é preciso “orar sempre e sem desanimar” e convidou-nos para a escola de oração de uma pobre viúva, que não se calou enquanto um juíz corrupto não lhe fez justiça.
Hoje põe-nos em confronto com duas pessoas. Um era fariseu e o outro publicano. Ambos foram ao templo para orar. O fariseu, de pé, não se calou enquanto não desfiou completamente o rol das suas obras e virtudes, como que a lembrar Deus dos seus méritos… Não precisava de Deus nem de ninguém. Só ele contava… e todos os outros eram uma desgraça.
O publicano, pelo contrário, à distância, de olhos baixos e a bater no peito, apenas rezava “Meu Deus, tende compaixão de mim, que sou pecador”. E nada mais dizia.
De regresso a casa, o publicano saiu justificado e o fariseu saiu pior do que entrara, rematou Jesus. É que a nossa oração, além de perseverante, tem que ser humilde e confiante para chegar ao coração de Deus.

P. Fausto

in Diálogo nº. 1795 (Domingo XXX do Tempo Comum – Ano C)

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