A riqueza não é tudo !

Nestes últimos domingos somos brindados por Jesus com histórias que nos movem e incomodam. Na de hoje são protagonistas um rico, que vivia “à grande e à francesa”, e um pobre, que não tinha onde cair morto.
Ao contrário do rico avarento, que não tem nome porque se identifica apenas com a sua riqueza, o pobre, apesar de não ter mesmo nada, tem dignidade, tem nome, Lázaro, que, por acaso ou talvez não, é o nome do grande Amigo de Jesus, que reside em Betânia.
Mal vai a sociedade em que são os teres e haveres ou mesmo os saberes que conferem dignidade e respeito a cada um! A esta tentação também muitos cristãos não resistem…
Por fim, o rico e o pobre morrem e têm destinos diferentes, porque, à hora de prestar contas, ninguém se pode esconder, desculpar ou dispensar… É assunto que só a cada um diz respeito.
Ao rico não faltou nada na vida. Até nem era má pessoa. Não fazia mal a ninguém, porque mal tinha tempo para preparar as suas festas e viver o seu luxo. Fora dos muros do seu castelo ninguém existia e nada acontecia. Tudo lhe era indiferente. Até o pobre Lázaro.
A riqueza facilmente torna o homem suficiente e insensível. Este foi o grande pecado do rico avarento.

P. Fausto

in Diálogo nº. 1791 (Domingo XXVI do Tempo Comum – Ano C)

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