Conciliação impossível!

Ao lermos o Evangelho deste domingo, surpreende-nos o elogio à esperteza dum administrador desonesto. Jesus não aprova tais comportamentos, mas, ao contar esta parábola, chama a atenção para a dimensão social dos bens e indica-nos que a vida não é mais feliz por termos muitas riquezas mas por termos muitos amigos. E isso é uma verdade que o administrador compreendeu bem cedo.
Ainda que desconcertante, a parábola termina com uma frase que nunca devemos esquecer: “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. Na verdade, quem se torna escravo do dinheiro privilegia verbos como acumular, contar e recontar, acrescentar, multiplicar…, pensando que está nisso o segredo da felicidade e a segurança do seu futuro. Mas engana-se, porque nada disso levará…
Na hora da verdade, no momento de prestar contas, também entra pela “porta estreita” quem, sendo rico, faz o bem com o que tem.

P. Fausto

in Diálogo nº. 1790 (XXY Domingo do Tempo Comum – Ano C)

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